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Cajá ambiciona título e se defende de rótulo de “mercenário” na volta à Ponte

Reforço da Macaca para a reta decisiva do Paulistão, meia retorna ao Majestoso com sonho de ser campeão e se coloca à disposição para sábado, contra o Santos, às 16h.

Por Priscila Belmont

30/03/2017 às 18h01 • atualizado em 30/03/2017 às 18h11

Renato Cajá chega com a ambição de conquistar um título pela Ponte Preta (Foto: Djota Carvalho/ PontePress)

Renato Cajá mostrou personalidade em sua entrevista coletiva de apresentação como novo reforço da Ponte Preta para a sequência da temporada. Sem fugir de assuntos polêmicos, se defendeu do rótulo de “mercenário” que recebeu de parte da torcida após deixar o clube na mão em oportunidades anteriores. Tanto que uma das condições da diretoria alvinegra repatriá-lo foi a garantia de permanência até dezembro, quando termina o novo contrato entre as partes.

– Sou profissional, as coisas acontecem para eu sair, mas algumas situações não são passadas. A Ponte até ganhou mais que eu com as saídas, mas são coisas que são tratadas internamente. E a torcida me chama de mercenário. O importante é que toda vez que passei aqui, honrei a camisa da Ponte, e a Ponte também me honrou. É o lugar que eu gosto, que eu amo, me sinto à vontade também em Campinas. E eu preciso disso, de um ambiente legal, para fazer um grande trabalho. Com certeza faremos um grande ano para eu ficar até o fim do ano, em que sabe estender depois – comentou o futuro camisa 10 da Macaca, nesta quinta-feira, ao lado do presidente Vanderlei Pereira e do diretor de futebol Hélio Kazuo.

Para mudar tal imagem, Cajá sabe que apenas palavras ou juras de amor não são suficientes. É preciso responder em campo também. Por isso, o experiente meia, de 32 anos, coloca conquistar um título como obsessão nesta quarta passagem pela Macaca e vê o time com chance de ser campeão já no Paulistão.

– É legal essa relação que tenho com todos aqui. Espero manter esse momento desta vez, até melhor. Pelo que eu estou vendo, a gente tem condição de ganhar esse título. Vou até falar baixinho, mas está propício. Quem sabe eu não tenha vindo para levantar essa taça?

A reestreia de Cajá com a camisa alvinegra tem chance de acontecer já neste sábado, no primeiro duelo das quartas de final contra o Santos, marcado para as 16h, no Majestoso. A diretoria da Ponte corre com a documentação para inscrevê-lo a tempo. Em relação à parte física, o meia não vê problema e se coloca à disposição do técnico Gilson Kleina.

– Eu me sinto bem, vinha entrando em alguns jogos do Bahia. Então estou apto para jogar. Claro que não treino há uns seis dias, até pela situação em Salvador, mas já vou fazer a parte física hoje, participar do treino para, até sábado, se o Gilson precisar, estar pronto.

Veja outros trechos importantes da entrevista coletiva de Cajá:

Fama de deixar a Ponte na mão

– Eu entendo o torcedor. Até pelo gosto que tinham da minha permanência, eles falam dessa forma, mas também não se colocam no meu lugar para entender minha vida, o que é o futebol. Ainda tenho mais uns quatro anos jogando, não vou trabalhar até 60, 80 anos. Vou até 36, 37 anos e preciso fazer minha vida. A própria Ponte também tem o fluxo dela, para fazer o caixa. Acontece. Só tenho que fazer o meu trabalho dentro de campo. Ainda bem que não tenho rede social, nem nada.

Saída do Bahia

– Não queria ter saído dessa forma. Gosto sempre de estar feliz, ainda mais com o Guto, com quem já tinha trabalhado aqui na Ponte e lá também conquistamos o acesso. Infelizmente aconteceu. Eu me chateei com a situação que ele pediu para eu entrar cinco minutos. Mas também já estava praticamente certo aqui na Ponte. A torcida achou que foi desrespeito, mas conversei com a diretoria e saiu tranquilo. Só quero esquecer e fazer o meu trabalho aqui na Ponte Preta.

História na Ponte

– Jogar na Ponte sempre é especial. Tive outras propostas também, até mais vantajosas, mas preferi ficar aqui, já que as conversas estavam praticamente concluídas. Não quis mudar o rumo. É importante voltar, fazer um grande campeonato, ficar marcado na história desse clube. Voltar a trabalhar com o Kleina também é especial. Vamos junto, quero ajudar e fazer um grande ano.

– Quando entro nesse estádio, sempre passa um filme. Vi a taça do vice-campeonato (do Paulista de 2008), toda a situação que vivi. Um menino que saiu da Paraíba novinho, estava na Ferroviária, e em sete jogos tudo começou a mudar na minha vida. Sou grato demais à Ponte, venho para dar a vida, dar o meu melhor na Ponte. Tenho a Ponte como equipe do coração nos meus aplicativos, sempre vejo as notícias. Às vezes até mando mensagem para o Gustavo Bueno (gerente de futebol), falando para vencer tal jogo.

Como vê o atual time da Ponte?

– É um time bem rápido, principalmente os meninos que estão na frente. Sempre estou acompanhando a Ponte, sei tudo, como joga, as situações… Assisti ao jogo contra o Palmeiras em casa e já fiquei imaginando o que fazer dentro de campo para poder ajudar. O Kleina tem um bom time na mão, é fazer alguns ajustes.

Estilo de jogo

– Às vezes não tenho a mesma força de anos atrás, mas quero ser diferente. Não vou correr como menino, mas posso dar o último passe, um chute. Não adianta correr muito e não fazer nada. Quero fazer a diferença dentro de campo, colocar os companheiros na cara. Por que não ser campeão desse campeonato? Como estou vendo, os grandes não estão aquela coisa toda, podemos chegar e ser a surpresa. Se o Ituano foi campeão anos atrás, a Ponte também pode. É ir para cima.

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