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Palmeiras se transforma no intervalo e vira jogo histórico no Uruguai

Na partida marcada pela lamentável briga generalizada após o apito final, Verdão supera primeiro tempo sofrível com mudança tática no segundo tempo

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

27/04/2017 às 08h21

Equipe do Palmeiras venceu o jogo por 3 a 2 nesta quarta-feira (26) - (Foto: César greco / Facebook Palmeiras)

Lembra aquela virada sensacional do Palmeiras no Uruguai naquele jogo que terminou em pancadaria na Libertadores? Essa frase vai ser dita ao longo dos próximos anos e décadas, principalmente por torcedores do Verdão. A vitória por 3 a 2 sobre o Peñarol, na noite de quarta-feira, em Montevidéu, é daqueles momentos que ficam marcados, pelo bem e pelo mal, na memória de quem respira o futebol.

Antes da lamentável briga generalizada no fim do jogo histórico, no estádio Campeón del Siglo, o que se viu foi uma partida repleta de alternativas, mudanças táticas, dois tempos distintos, troca de domínio, erros dos dois lados, cinco gols e emoção. Por tudo que aconteceu dentro e fora de campo, o Palmeiras sai mais forte do nunca na briga pelo título da Taça Libertadores de 2017. Líder do Grupo 5, com dez pontos, o Verdão só precisa de um empate, faltando dois jogos na fase de grupos, para avançar às oitavas de final.

Felipe Melo conquistou ainda mais a torcida alviverde por sua raça, sem entrar em juízo de valor sobre a troca de agressões com os uruguaios. Porém, dificilmente alguém teve de suportar uma carga emocional mais pesada do que o técnico Eduardo Baptista. Após um primeiro tempo sofrível do Palmeiras, muito em função de uma escolha do treinador, ele mexeu no time no intervalo, e foi fundamental para o triunfo de virada. Por tudo que aconteceu na noite de quarta, o comandante não conseguiu segurar a emoção e desabafou em forte entrevista.

O jogo
Com Dudu suspenso, Eduardo optou por mudar o esquema tático, colocar um homem a mais na defesa (o zagueiro Vitor Hugo), trocar o volante Tchê Tchê por Michel Bastos e armar uma linha de cinco jogadores à frente do goleiro Fernando Prass. Assim, o treinador deixou de lado o usual 4-1-4-1 e o Verdão entrou em campo com uma espécie de 5-1-3-1, com três zagueiros (Mina, Edu Dracena e Vitor Hugo) e os dois laterais (Jean e Egídio) na primeira linha.

A tentativa de não dar espaços para o Peñarol e aproveitar contra-ataques para buscar um bom resultado fora de casa se mostrou equivocada nos primeiros minutos de partida. O Verdão estava bem compactado na retaguarda. Mas havia um buraco entre a defesa e o ataque, facilitando a chegada dos uruguaios.

Aos 12 minutos, os donos da casa aproveitaram a confusa disposição tática palmeirense e abriram o placar em lance polêmico. Após cruzamento do lado direito, Affonso ganhou de Mina, que caiu no chão, e completou para a rede. De acordo com o comentarista de arbitragem da TV Globo Leonardo Gaciba houve falta em cima do defensor colombiano do Verdão.

O Palmeiras precisava reagir. Mas como fazer isso com tantos erros de posicionamento? Felipe Melo bem que tentava se aproximar dos meias. Mas Guerra e Michel Bastos ocupavam quase a mesma faixa de campo, na esquerda. Róger Guedes não sabia o que fazer na direita. E o centroavante Borja estava isolado no ataque, apenas trombando, sem sucesso, com os beques rivais.

Chutões e pouca troca de passes só evidenciavam a grande dificuldade do Verdão de jogar bola no Campeão del Siglo. Enquanto isso, o Peñarol, que não é brilhante, mas é aplicado, dominava totalmente as ações. Como muitos jogadores palmeirenses povoavam a defesa, o time da casa abusou das jogadas aéreas e pelas pontas. Foi em uma delas que surgiu o segundo gol. Aos 37, Junior Arias emendou um voleio após trama pela direita.

Prova de que o Palmeiras fez, disparado, o seu pior primeiro tempo da temporada é que o atual campeão brasileiro não conseguiu dar um chute a gol sequer nos primeiros 45 minutos da partida, em Montevidéu.

Outro Verdão no segundo tempo
No vestiário, Eduardo Baptista tratou de tentar desfazer a sua lambança tática. E ele fez em alto nível. O treinador trocou Vitor Hugo pelo atacante Willian, e o lateral-esquerdo Egídio pelo volante Tchê Tchê. Com as mudanças, Michel Bastos foi recuado para a ala e o Verdão passou a jogar com um 4-3-3-, variando para o usual 4-1-4-1.

Acostumado com a disposição em campo do segundo tempo, o Palmeiras não demorou para reencontrar o seu poder ofensivo. Aos 3 minutos, Willian, na primeira finalização do time no jogo, marcou para o Alviverde. Jean cruzou da direita, Borja subiu de cabeça e a bola sobrou para o camisa 29, que dominou, deu um chapéu e emendou um lindo voleio estufar a rede de Guruceaga.

O Verdão estava vivo no jogo. Mas o lamentável primeiro tempo ainda precisava ser apagado. Como fazer isso? Com disposição, tocando a bola e indo para cima do Peñarol, que é uma boa equipe, mas não tem a força do Verdão quando ele está corretamente escalado.

Mina, que sofreu falta no primeiro gol da equipe uruguaia, mostrou mais uma vez que é muito eficiente no ataque.

Como um legítimo centroavante, o zagueirão empatou o jogo, aos 18. Jean, mais uma vez, cruzou de muito longe, o colombiano subiu mais do que toda a defesa e cabeceou para o fundo do gol do Peñarol. Antes, o próprio colombiano havia brigado para roubar a bola na lateral do campo de ataque.

O 2 a 2 deixou o Palmeiras endiabrado. Só aumentou o sangue nos olhos dos jogadores do Verdão. A virada, que parecia totalmente improvável após a primeira etapa, poderia ser construída. O aguerrido Peñarol estava assustado.

O torcedor do Verdão deu gritos ensurdecedores no Uruguai, na Pompeia, e em todo canto quando Willian marcou o segundo dele e o terceiro do time, aos 27 minutos. Que baita virada! Tchê Tchê acionou Guerra, que soltou a bomba de fora da área, obrigando Guruceaga a espalmar para o lado. Jean aproveitou o rebote e deu assistência para Willian completar para o gol vazio do Peñarol.

A partir dali ninguém tiraria a vitória do Palmeiras. O Peñarol até levou perigo em alguns ataques e viu o seu goleiro ir para a área alviverde nos lances finais. Mas a entrega absurda que os comandados de Eduardo Baptista tiveram no segundo tempo acabou sendo premiada com a heroica vitória por 3 a 2.

GE

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