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Palmeiras perde poder de reação e exagera nos erros em derrota na Bolívia

Verdão vinha se acostumando com partidas emocionantes e viradas no fim na competição sul-americana. Tudo isso faltou no duelo contra o Jorge Wilstermann, na Bolívia.

Por Priscila Belmont

04/05/2017 às 16h00 • atualizado em 04/05/2017 às 10h22

Palmeiras foi derrotado pelo Jorge Wilstermann, na Bolívia, na última quarta-feira (Foto: Tossiro Neto)

Antes de começar, um rápido exercício. Faça uma lista de erros que um time não pode cometer em uma partida de Libertadores. É bem provável que esses problemas que você identificou resumam bem o que foi a derrota do Palmeiras contra o Jorge Wilstermann por 3 a 2 na Bolívia, na última quarta-feira.

Vacilos individuais, pouca criatividade, falta de inspiração ofensiva e uma tentativa frustrada de pressão resumem um pouco do que foi o desempenho alviverde em Cochabamba, na partida válida pela 5ª rodada da fase de grupos da Libertadores e que poderia ter dado ao time de Eduardo Baptista a classificação antecipada para o mata-mata sul-americano.

O Verdão entrou em campo precisando de um empate para garantir a liderança da chave. Com Willian no lugar de Borja e Michel Bastos na lateral esquerda, a ideia era ter mais mobilidade e presença no campo de ataque. O problema é que o time sentiu muito a ausência de Felipe Melo, suspenso preventivamente pela briga no Uruguai. Por mais que Thiago Santos aumente o poder de marcação, os palmeirenses perderam muita qualidade na ligação da defesa com o ataque.

A CLASSIFICAÇÃO DA LIBERTADORES

Se não fosse por lances esporádicos de Guedes – uma jogada de linha de fundo e um gol bem anulado – e duas finalizações de Guerra – uma certa e outra errada –, o Verdão teria passado a primeira etapa nula no ataque. Mas antes do gol do venezuelano na última jogada, dois lances que comprometeram o resultado palmeirense na Bolívia.

Aos 35 minutos, uma cobrança de falta da esquerda terminou na cabeça de Morales e no fundo do gol de Fernando Prass. O jogador do time boliviano aproveitou a defesa em linha e, entre Vitor Hugo e Jean, só teve o trabalho de completar para o gol. Cinco minutos mais tarde, Machado encontrou muito espaço no meio de campo e, sem combate da defesa alviverde, avançou com tranquilidade antes de acertar um lindo chute no ângulo. Guerra diminuiu na sequência.

Depois do intervalo, Eduardo Baptista voltou com Borja no lugar de Willian para tentar mais presença de área para o Palmeiras. Mas a tática esbarrou em uma atuação nada inspirada de Dudu, Tchê Tchê e Róger Guedes. Para piorar, um erro de marcação de Jean acabou obrigando Prass a cometer pênalti em Saucedo, que foi convertido por Cardozo.

Sem aquele “tradicional” poder de reação, marca da equipe nas duas vitórias contra o Peñarol e no triunfo contra os bolivianos em São Paulo, o Verdão se desorganizou e pouco criou no ataque. Sem armação, o time exagerou nas tentativas de lançamento para o ataque – que na altitude boliviana acabaram se transformando mais em chutões diretos para a defesa adversária.

No desespero, Mina buscou o ataque por diversas vezes e não teve sucesso nem nas tentativas de aproveitar os arremessos de lateral. Nem as entradas de Keno e de Raphael Veiga nem o gol contra bizarra marcado por Cabezas, bem ao estilo de Oséas, serviram para recolocar o Palmeiras no jogo.

No fim, uma derrota que, por mais que não influencie na classificação do Grupo 5 – o Verdão continua na liderança da chave com dez pontos – faz a equipe ter a necessidade de despertar e buscar um equilíbrio para a sequência da Libertadores. O jogo que vale a vaga nas oitavas de final será no dia 24 de maio, contra o Atlético Tucumán, na arena.

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