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Nacional cobra propina para aceitar garotos em seu time de base

Após denúncia, Rádio Bandeirantes apurou esquema que cobra quantias para que jovens sejam aprovados e até escalados como titulares

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18/11/2015 às 07h05

Nacional tem esquema de propina nas categorias de base (Foto: Reprodução/Facebook)

Um dos times mais tradicionais da cidade de São Paulo, o Nacional, fundado em 1919, sempre foi conhecido pelo seu trabalho nas categorias de base. De lá, saíram grandes jogadores, como Cafu, Deco e Dodô. No entanto, a fábrica de talentos do time campeão da Copa São Paulo de 1989 corre riscos. Uma reportagem do repórter Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes, denuncia um esquema de propina para que garotos sejam aprovados para as categorias inferiores do clube.

Um empresário que não quis se identificar afirmou que pagou R$ 10 mil para que seu filho fosse aceito na base do Nacional. “Tem muita malandragem para colocar filho para fazer teste lá. Paguei em duas vezes, R$ 10 mil por fora. É uma máfia desgraçada”, afirmou.

 Quem comanda a propina é um diretor do clube identificado apenas como Josivan. O técnico da equipe sub-17, Beto Portela, também participa do esquema.

 Para confirmar a denúncia, a reportagem da Rádio Bandeirantes entrou em contato com o Nacional com o intuito de negociar a entrada de dois garotos nas categorias de base do clube. O primeiro encontro aconteceu na sede da equipe, na zona oeste de São Paulo, com a presença de Josivan e do treinador. Ficou acordado que, para que ambos fossem aceitos, seria preciso pagar um total de R$ 6 mil.

Uma semana depois, Agostinho Teixeira voltou a entrar em contato com o clube para confirmar a negociação. Primeiro, o repórter conversou com Josivan, que garantiu que o acordo estava feito.

 “Como são dois jogadores, que vai inscrever os meninos, botar para jogar, ele falou que se der ‘três conto’ por cada um ele vai colocar os meninos. Ele vai ser inscrito e vai jogar. Vai ser titular. Não vai fazer teste nem nada. Já entra direto. Deixa eu te explicar como é: o Betinho é o treinador, eu sou o diretor. Eu que falo e que mando. Eu já expliquei para o Betinho. Ele vai ajudar vocês por R$ 6 mil. Bota o moleque para treinar e para jogar. Quem manda sou eu”, disse Josivan.

Na sequência, a reportagem ligou para o treinador Beto Portela para discutir como seria o pagamento da quantia.

“O que você acertar com o Josivan está acertado, não tem problema nenhum, OK? Vou te pedir um favor. Como eu sou treinador, resolve com ele esse negócio de valor que eu vou dar a letra para ele. Você se entende com ele, encontra com ele em algum lugar, põe na conta dele, vê o que prefere fazer”, disse.

O valor acordado não foi pago. A próxima peneira do Nacional está marcada para janeiro.

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