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Inglaterra e França fazem amistoso pela paz e mostrar a união do futebol

Rivais em campo, equipe prometem se unir para mostrar solidariedade ao povo francês após atentados em Paris

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17/11/2015 às 07h50

Estádio de Wembley homenageia a França (Foto: Henry Browne/Reuters)

Três explosões nos arredores do estádio onde jogava a seleção da França na sexta-feira marcaram o início de uma noite de pesadelo em Paris. Nesta terça-feira, às 18h, os jogadores franceses voltam a campo para enfrentar a Inglaterra em Wembley, que cantará a Marselhesa em sinal de apoio.

"Por solidariedade ao povo francês", o príncipe William, segundo na linha de sucessão do trono britânico, estará presente no estádio, que verá um reforço no esquema de segurança, com maior controle nas entradas e um número elevado de policiais.

Os jogadores franceses, que na sexta-feira enfrentaram em amistoso a Alemanha, se viram diretamente afetados pelos acontecimentos trágicos em Paris.

Entre os 129 mortos dos atentados, estava a prima do volante Lassana Diarra, do Olympique de Marselha, enquanto a irmã do atacante Antoine Griezmann, jogador do Atlético de Madri, conseguiu escapar com vida da casa de shows onde mais de 80 pessoas foram executadas.

"Graças a Deus, minha irmã conseguiu escapar do Bataclan", anunciou Griezmann no Twitter.

Para Diarra, a morte da prima eclipsou o bom momento que vive na carreira, depois de uma passagem discreta pelo Real Madrid.

"É com o coração pesado que me levanto hoje. Minha prima, Asta Diakite (…) foi um guia, um apoio e uma irmã mais velha para mim", lamentou o volante.

Ambos os jogadores estarão com a equipe que chegou nesta segunda-feira em Londres para enfrentar a Inglaterra na terça-feira.

A delegação francesa aterrissou em Londres pouco depois de a cidade respeitar um minuto de silêncio em homenagem às vítimas dos atentados, incluindo os 20 jogadores ingleses convocados e que, no momento, treinavam no CT da Federação Inglesa (FA).

Uma chance para mostrar a união do futebol

O estádio de Wembley está iluminado desde sábado com as cores da bandeira francesa e o lema revolucionário "Liberdade, Igualdade, Fraternidade".

A FA anunciou que os telões do estádio irão exibir o hino francês, a famosa Marselhesa, para que todos os espectadores possam cantar juntos, numa ação amplamente promovida pela imprensa britânica.

Mark Pougatch, que irá narrar a partida pela emissora ITV, escreveu: "Se você tem um ingresso para (o estádio de) Wembley na terça-feira, esse é o momento de aprender a Marselhesa. Esse é o momento de mostrar o que significa a fraternidade".

"Aproveitaremos a oportunidade para apresentar nosso respeito a todos as pessoas afetadas e expressar nossa solidariedade ao povo da França", declarou o presidente da FA, Greg Dyke.

"A partida será uma bonita ocasião de demonstrar que o mundo do futebol está unido contra essas atrocidades", declarou o treinador da Inglaterra, Roy Hodgson.

"Tenho certeza que nossos torcedores farão sua parte diante de nossos amigos franceses e mostrarão seu apoio às duas equipes neste momento difícil", completou.
 
A partida, que chegou perto de ser cancelada por motivos de segurança, se transformou numa grande homenagem, numa cidade em que vivem 300 mil franceses.

No campo futebolístico, a França buscará ampliar a sequência de cinco vitórias seguidas, depois de derrotar a Alemanha por 2 a 0 na sexta-feira.

A Inglaterra, em troca, busca se recuperar da derrota para a Espanha por 2 a 0, depois de passar pelas Eliminatórias para a Euro 2016 com uma campanha perfeita de 10 vitórias.

A partida será a primeira com a camisa da Inglaterra do jovem Jesse Lingard, jogador do Manchester United de 22 anos. Lingard foi chamado às pressas para substituir os lesionados Michael Carrick e Jamie Vardy, grande revelação da temporada e artilheiro do Campeonato Inglês.

Alemanha volta a campo

A Alemanha, seleção que enfrentava a França no momento dos ataques em Paris, também volta a campo e enfrenta a Holanda, mas ainda não se recuperou da comoção vivida na sexta-feira.

"Esta partida é uma mensagem clara, é um símbolo de liberdade, de democracia e de solidariedade para nossos amigos franceses", declarou o técnico alemão Joachim Löw.

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