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Romário é eleito presidente da CPI do Futebol e pretende abrir sigilo da CBF

Ex-jogador, que reuniu assinaturas para criação da Comissão, pretendia ser relator, mas cargo fica com senador Romero Jucá (PMDB-RR). CPI se reunirá será em agosto

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15/07/2015 às 09h03

Ex-jogador e atual senador pelo PSB-RJ, Romário será presidente da CPI do Futebol (Foto: Agência)

O senador Romário (PSB-RJ) foi eleito por aclamação, presidente da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Futebol. A CPI vai investigar denúncias de irregularidades que podem incluir as obras para a Copa do Mundo de 2014, Copa das Confederações 2013 e os contratos da CBF para as partidas realizadas pela Seleção e os campeonatos organizados pela entidade. O ex-jogador foi o responsável por colher as assinaturas para a criação da CPI e havia manifestado o desejo de ocupar a posto de relator, no entanto, o cargo ficou com o senador Romero Jucá (PMDB-RR). O nome do vice-presidente ainda não foi anunciado.

– Na verdade, é uma combinação entre os maiores partidos. Independentemente de ser relator ou ser presidente nosso trabalho vai ser em equipe. O gol não é fruto de um só jogador. A equipe são 11 e todos têm que jogar bola, ter o mesmo objetivo de trabalhar em equipe – disse Jucá, em entrevista à Agência Senado

Em seu perfil nas redes sociais, Romário comemorou a oportunidade de presidir a CPI e espera obter bons resultados com o trabalho do grupo. 

– Estou confiante que temos chances reais de repaginar e modernizar o nosso futebol, no que depender de mim, tenham certeza que darei o meu melhor. É triste assistir a deteriorização (sic) do esporte, os resultados ruins que assistimos em campo é (sic) fruto da má gestão, da ganância de quem hoje comanda o futebol – publicou Romário.

A primeira reunião da comissão está marcada para depois do recesso parlamentar, no dia 4 de agosto. No entanto, antes deve ocorrer um encontro entre Romário e Romero Jucá, nesta quarta-feira, dia 15, para iniciar o planejamento dos trabalhos da CPI. Segundo o senador e ex-jogador, o grupo pretende investigar nomes como os ex-presidentes da CBF Ricardo Teixeira, que está na mira da Polícia Federal, e José Maria Marin, preso desde maio na Suíça. O atual presidente da entidade máxima do futebol, Marco Polo Del Nero, também não deve escapar da CPI. 

– Posso afirmar que o trabalho passa por abrir o sigilo da CBF, de federações, de clubes, de dirigentes, de presidentes. Esse é o papel da CPI e eu tenho certeza de que esse papel, pelo menos no que se refere à minha parte, vou tentar fazer da melhor forma possível – disse Romário, à Agência Senado.

Segundo o campeão do mundo em 1994, a intenção é investigar crimes como lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito, corrupção, extorsão, evasão de divisas e outros que possam ser descobertos. A CPI pretende ter colaboração de órgãos estrangeiros, como o FBI, responsável pela investigação que culminou na prisão de sete dirigentes da Fifa, entre eles o ex-presidente da CBF José Maria Marin. 

– A CPI vai investigar quem precisar investigar. Agora, o resultado da CPI não é só investigar; o resultado da CPI tem que ser propositivo. Nós temos um desafio: essa CPI tem que enquadrar quem cometeu algum tipo de crime, mas não basta isso, temos que melhorar o futebol brasileiro – disse o relator Romero Jucá.

Por meio de sua assessoria, a CBF afirmou que considera muito bem-vinda a instalação da CPI, que tem total interesse em colaborar integralmente e que se põe à disposição para esclarecer no que for necessário.

GE

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