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Partidos vão indicar senadores que vão compor CPI da CBF até o final desta semana

Romário (PSB-RJ) deve ocupar presidência ou relatoria da Comissão

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23/06/2015 às 09h15

Senador Romário (PSB-RJ) trabalha nos bastidores para ser eleito relator da CPI Waldemir Barreto

A indicação dos membros que vão compor a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Senado Federal, cujo objetivo é investigar denúncias de corrupção na CBF (Confederação Brasileira de Futebol), devem acontecer até o final desta semana.

O bloco de apoio ao governo indicou os nomes dos senadores Humberto Costa (PT-PE) e Zezé Perrela (PDT-MG). A oposição será representada pelo senador Alvaro Dias (PSDB-PR). Já o bloco União e Força indicou o senador Fernando Collor (PTB-AL), e o bloco Socialismo e Democracia indicou o senador Romário (PSB-RJ).

Ainda faltam dois nomes que serão indicados pela maioria, formada pelo PMDB e PSD. Na suplência, estão Ciro Nogueira (PP-PI), Davi Alcolumbre (DEM-AP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Wellington Fagundes (PR-MT).

A CPI deverá ser instalada ainda nesta semana e eleger o presidente e o relator na próxima semana, quando os senadores deverão começar a apresentar e votar os primeiros requerimentos de convocação de envolvidos e acesso a documentos. A expectativa é que os depoimentos só comecem após o recesso parlamentar, no dia 3 de agosto.

O ex-jogador Romário, que recolheu as assinaturas necessárias e foi o autor do requerimento para a abertura da CPI, deve ocupar a presidência ou a relatoria da comissão. No entanto, o senador trabalha para ser o relator e responsável pelo parecer final dos trabalhos por avaliar que a posição é mais importante dentro do funcionamento da CPI.

No último dia 27, sete dirigentes ligados à Fifa (Federação Internacional de Futebol) foram presos por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão envolvendo a organização de competições e contratos de marketing e televisionamento. Eles estavam na Suíça para participar do congresso da Fifa e da eleição da entidade em 29 de maio.

A operação foi realizada pelo FBI (Agência Federal de Investigação dos Estados Unidos), com a ajuda da polícia da Suíça. Entre os presos está o ex-presidente da CBF José Maria Marin, que deixou o cargo em abril deste ano.

Marin é acusado de negociar propinas no valor de R$ 346 milhões pela cessão dos direitos de transmissão da Copa América até 2023, enquanto presidiu a CBF. A entidade também será investigada por contratos de patrocínio firmados com a multinacional americana Nike e intermediados pela Traffic, empresa brasileira de marketing esportivo.

Essas negociações datam do mandato do antecessor de Marin na presidência da CBF, Ricardo Teixeira, que está sendo indiciado pela Polícia Federal por lavagem de dinheiro, evasão de divisas, falsidade ideológica e falsificação de documento público.

R7

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