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Fred encara o risco de ficar fora do Carioca: “Seria uma grande injustiça”

Atacante será julgado nesta quarta-feira no TJD-RJ e é dúvida para jogo contra o Botafogo. Tendência é que punição não passe de duas partidas

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15/04/2015 às 07h50

As críticas contra a Federação podem tirar Fred da fase decisiva do Carioca (Foto: Alexandre)

Artilheiro isolado do Carioca com 11 gols, Fred pode dar adeus ao campeonato nesta quarta-feira. O atacante do Fluminense será julgado no tribunal do TJD-RJ por conta das declarações no jogo contra o Flamengo, na penúltima rodada da Taça Guanabara. O capitão tricolor foi denunciado duas vezes com base no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. A pena pode chegar até suspensão de 12 partidas. Sendo assim, a participação dele no segundo jogo da semifinal, contra o Botafogo, sábado, às 18h30, no Engenhão, é incerta. 

– Estou pedindo a Deus para dar tudo certo, para estar dentro de campo. Para o bem do futebol, o Fluminense fez um esforço tão forte, tão alto para me manter, para manter os grandes jogadores, assim como o Flamengo faz, o Vasco fez para voltar à Série A, o Botafogo para se fortalecer na Série B, tanto que ganhou o primeiro turno. Tirar a gente vai apequenar muito o campeonato. Tem muita coisa que a gente faz que é no calor da partida, na emoção, eu tenho meu estilo, falo o que penso, o que acho. Tem muita coisa que tem que ser relevada, foi no calor do jogo. Foi difícil.

Acompanhei toda a repercussão, todo mundo viu que foi injusto o primeiro cartão, que foi injusto o segundo cartão. Então, seria uma grande injustiça, principalmente para nós do Fluminense.

Fred foi denunciado no artigo 258 por desrespeito, com pena mínima de uma partida. O procurador do TJD-RJ, André Valentim, considerou que ele desrespeitou Wagner do Nascimento Magalhães ao perguntar "quem mandou fazer isso (expulsá-lo)" e também Luis Antonio Silva dos Santos, o Índio. O centroavante insinuou que uma eventual escalação do último para o jogo contra o Madureira poderia significar alguma armação – quem comandou a partida no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda, foi Péricles Bassols.

Segundo o GloboEsporte.com apurou, nesses casos, e julgamentos recentes mostram isso, a tendência é que ele seja punido pela manifestação desrespeitosa, mas a pena não deve ultrapassar duas partidas – Fred cumpriu suspensão automática no jogo contra o Madureira.   

A procuradoria denunciou o atacante duas vezes no artigo 258. Uma por simulação e a outra pela entrevista dele logo na saída do gramado do Maracanã. Os auditores, serão cinco na primeira instância, podem considerar que ele insinuou que foi expulso pelo árbitro por ordem de alguém. Como há uma prova de vídeo que mostra que Fred sofreu uma falta, é bem possível que ele seja absolvido do caso de simulação. Mas o fato de ter falado que o árbitro o expulsou por ordem de alguém é um complicador. Segundo o GloboEsporte.com apurou, em qualquer outro julgamento, em tese, a declaração é condenável. 

A participação de Fred no segundo jogo da semifinal do Carioca também vai depender da detração, que é o desconto da suspensão automática. Por exemplo: se for condenado com uma partida e os auditores aplicarem a detração, ele estará livre para jogar. Sem o desconto da automática, vai ter que cumprir mais um jogo. E assim sucessivamente. Por ser réu primário, Fred também pode ser apenas advertido. E teria condições de jogar. 

Até a noite desta terça-feira, a presença do atacante no julgamento era incerta. 

Segundo o clube, a defesa do jogador, que será feita pelo diretor jurídico Mário Bittencourt, que também é vice de futebol, ainda definiria se ele estará ou não no tribunal. 

Em caso de punição pesada, no pior cenário possível para o capitão do Fluminense, existe ainda a possibilidade de um efeito suspensivo. É o seguinte: se Fred for condenado com mais de quatro partidas, é obrigatória a concessão do efeito suspensivo por força de lei. 

De cabeça mais fria e à espera de uma definição sobre sua escalação no sábado, Fred mantém a postura crítica em relação ao futebol do Rio. 

– Esse campeonato não tem mais o que fazer. O torcedor é apaixonado, agora são só clássicos. Não tem o que ser feito. A melhora tem que ser para os próximos. É o que a gente espera. Organização, seriedade, transparência, para trazer de volta o charme do Carioca. Eu sei que o Carioca, no nosso time mesmo temos jogadores que vieram de times do Rio considerados pequenos, sei da importância do campeonato. Mas a gente quer um Campeonato Carioca digno, organizado, sem interesses, aí fica bom para todo mundo. Com credibilidade, o torcedor vai estar presente, todos vão querer comprar o campeonato, fica bom para todos.

GE

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