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Neymar desequilibra, e Dunga abre mão de testar Seleção sem o craque

Titular, capitão e artilheiro com o técnico, atacante é o principal responsável pela boa fase, mas equipe sem ele segue sendo uma incógnita

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30/03/2015 às 07h40

Firmino, Elias e Neymar comemoram o gol do Brasil (Foto: Reuters)

Luiz Felipe Scolari só foi descobrir o que era jogar sem Neymar na Copa do Mundo, quando o atacante fraturou uma vértebra e não conseguiu mais entrar em campo. Azar do antigo treinador da seleção brasileira, que tinha uma equipe totalmente dependente do atacante. Na semifinal do Mundial, contra a Alemanha, o Brasil foi goleado por 7 a 1 sem dó. Com o camisa 10 em campo seria diferente? Jamais saberemos. Mas Dunga vive num cenário parecido. 

Depois de oito jogos e oito vitórias, sempre com Neymar como referência em campo, o técnico termina a primeira fase do trabalho de definição e preparação do grupo para a Copa América sem saber como o time dele se comporta sem o craque. Com Dunga, Neymar virou capitão, desequilibrou com oito gols em 18 marcados pela equipe e só foi substituído uma vez, mesmo assim nos acréscimos. Foi no jogo contra a Áustria, no fim do ano passado.     

Os jogos contra a França, em Paris, e Chile, em Londres, foram os últimos antes da divulgação da lista dos convocados para a Copa América. Os nomes serão divulgados em maio. Neymar só não é o primeiro dela porque a ordem é alfabética, mas está mais certo na competição do que Dunga. 

Às vésperas da disputa, o Brasil fará dois amistosos, em 7 e 10 de junho, contra México e Honduras, respectivamente. A Seleção chegará novamente a um campeonato sem ter mostrado uma alternativa diante de uma possível ausência do jogador. Questionado sobre a necessidade de se preparar para tal quadro, Dunga preferiu destacar algumas das razões para que Neymar esteja sempre em campo.  

– Acho que temos que testar todas as possibilidades, em algum momento vamos ter que testar, em algum momento vamos jogar sem ele. Mas ele não é só uma referência técnica, mas de competitividade. Você não vê ele parado em nenhum momento durante os 90 minutos, ele quer vencer, esse espírito passa para os demais – frisou.

Na vitória por 1 a 0 sobre o Chile, neste domingo, Neymar foi o único homem de frente mantido por Dunga na equipe titular. Oscar, Willian e Roberto Firmino, que começaram o jogo contra a França, ficaram no banco para que Philippe Coutinho, Douglas Costa e Luiz Adriano fossem testados. Durante a partida, foram cinco alterações. E nada de tirar Neymar.   

Desempenho do Brasil é melhor com Neymar

Neymar não perde uma partida coma a camisa da Seleção há mais de um ano e meio (ou 22 jogos – 20 vitórias e dois empates). Sua última derrota ocorreu em 14 de agosto de 2013. Foi para a Suíça, por 1 a 0. Mas e na Copa? Neymar não estava presente nas duas únicas derrotas do Brasil em 2014. Além do 7 a 1 para a Alemanha, ficou fora da derrota por 3 a 0 para a Holanda na disputa do terceiro lugar, ausências que o capitão brasileiro ignora.  

– A última vez que perdi foi contra a Alemanha, depois para a Holanda. A última foi para a Holanda. Fico feliz de não perder quando estou em campo, mas não tem isso. Faço parte do grupo. 

Perdemos para a Holanda, perdemos juntos.  

Não chega a ser gritante, mas o aproveitamento do Brasil com Neymar em campo é melhor. Desde que começou a ser convocado, em 2010, disputou 62 partidas. Foram 43 vitórias, 12 empates e sete derrotas, um aproveitamento de 75,8%. Sem o camisa 10, o desempenho é de 62,5%. Foram oito jogos, cinco vitórias e três derrotas.

Dunga convoca a Seleção em maio. Com Neymar. Sem ele, ninguém sabe como seria. Nem o técnico. Para não correr riscos, é melhor que continue sem saber.

GE

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