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Campinense lucra como formador de Hulk, que nega ter jogado pelo clube

Rubro-Negro é beneficiado por 'mecanismo de solidariedade' da Fifa, como suposto clube formador do atleta, mas este nega ter vestido algum dia a camisa raposeira

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06/05/2014 às 11h04

Hulk foi campeão das Confederações pela Seleção em 2013 e deve ser nome certo na Copa /Foto: Re

O Campinense lucrou com a transferência do atacante Hulk do Porto para o Zenit. O clube paraibano foi reconhecido pela Confederação Brasileira de Futebol como um dos formadores do atleta e, respeitando o mecanismo de solidariedade da Fifa, recebeu uma porcentagem do que foi pago pelo clube russo à equipe portuguesa pela contratação do paraibano. A informação foi repassada por pessoas ligadas à Raposa e posteriormente confirmada pelo próprio presidente William Simões, que alega que R$ 189 mil foram repassados aos cofres do clube em 2013. O problema, contudo, é que agora a assessoria jurídica do jogador da Seleção Brasileira garante que o atleta nunca defendeu as cores do Rubro-Negro de Campina Grande. E que se existe algum documento que comprove isto, ele é falso.

Segundo as informações apuradas pela reportagem, o Campinense dispõe de documentação comprovando que foi a própria CBF quem confirmou, junto ao clube russo, que Hulk passou pelo Campinense no começo de sua carreira. Já William Simões é mais taxativo:

– Temos ampla documentação que comprova que o jogador atuou pela Raposinha, que é como chamamos as nossas categorias de base. Isto é conhecido. O pagamento foi feito e é passado. Não entendo porque agora este assunto voltou à tona – declarou.

Na época da transferência, inclusive, o Campinense chegou a publicar em seu perfil oficial numa rede social da internet uma foto em que, supostamente, Hulk aparece vestindo a camisa raposeira, que segundo o clube é de 2000 ou de 2001.

Hulk deixou o Porto em setembro de 2012, numa negociação que foi considerada uma das mais caras da história do futebol mundial. O Zenit desembolsou a quantia de €$ 60 milhões (cerca de R$ 128 milhões) por um contrato de cinco anos. Além do Campinense, outro clube paraibano, o Serrano, que também é de Campina Grande e já não atua mais profissionalmente, também foi contemplado pelo mecanismo de solidariedade da Fifa.

O paraibano, contudo, por meio de sua advogada Marisa Alija, só reconhece o Serrano como clube formador no Estado.

– Hulk jogou uma única partida pelo Serrano. Único clube em que ele jogou na Paraíba. Qualquer documento que comprove uma eventual passagem de Hulk pelo Campinense é falso. E é caso de polícia – declarou.

Marisa Alija, contudo, descarta qualquer possibilidade do jogador acionar judicialmente a Raposa. Ela explica que o atleta não é parte da ação e não foi nem lesado nem beneficiado com a questão, porque esta envolve única e exclusivamente os clubes.

– Se alguém tem que se sentir lesado são os clubes formadores. Porque de acordo com o mecanismo de solidariedade da Fifa, os clubes formadores dividem uma porcentagem do valor da transação. Então se algum clube se apresenta indevidamente como formador, ele está lesando os demais clubes e não o atleta. Neste caso, Hulk simplesmente não é parte interessada.

Em outro momento, a assessoria de imprensa do atleta publicou uma nota. Num dos trechos, destacando parte do que a advogada já tinha dito: "Hulk afirma que infelizmente nunca jogou pelo Campinense ou pelo Treze. Em nenhum momento de sua carreira. O único clube que ele defendeu em uma única partida, aos 16 anos, foi o Serrano, também de Campina Grande, após retornar a sua cidade. Hulk lembra que saiu da Paraíba aos 13 anos para tentar a sorte no futebol e que retornou algumas vezes. 

Sempre lembrado nas listas de convocação do técnico Luís Felipe Scolari, Hulk é dado como um dos nomes certos entre os 23 jogadores que vão representar o Brasil na Copa do Mundo deste ano. Ao lado de Neymar e Fred, o jogador formou o sistema ofensivo que foi fundamental na conquista da Copa das Confederações do ano passado.

Fonte: Globo Esporte 

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