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Últimos campeões da América, Galo e Corinthians empatam sem gols

Com bom futebol apenas no primeiro tempo, desfalcado Atlético-MG e irregular Timão não justificam campanhas brilhantes dos últimos anos

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07/10/2013 às 08h03

Atlético-MG e Corinthians estão entre os grandes times do futebol brasileiro nos últimos anos. São os dois últimos campeões da Libertadores, e o Timão poderá passar as faixas do Mundial, conquistado em dezembro, para o Galo, que poderá ter pela frente o poderoso Bayern. Roteiro mais brilhante e pomposo do que o jogo deste domingo no Independência.

Foram só 45 minutos de bom futebol no 0 a 0. Retrato de como o futebol muda rápido. 
Enquanto os paulistas hoje são um time instável, cujo ataque não assusta ninguém, o Galo sofreu com inúmeros desfalques. Peças-chave do título sul-americano: o goleiro, o capitão, a referência, o artilheiro… Tudo isso se refletiu num segundo tempo de pouca criatividade.

O título, cada vez mais nas mãos do Cruzeiro, já não é mais possível às duas equipes. Como o Atlético já está garantido na Libertadores do ano que vem, usará a reta final do Brasileirão para os últimos retoques antes do Mundial da Fifa. Ele ainda pode terminar entre os melhores, está a quatro pontos do G4.

Já o Timão ainda precisa justificar o alto investimento e reconquistar a vaga no torneio continental de 2014. A desvantagem para a zona dos que se classificarão para a Taça Libertadores aumentou. Agora são oito pontos atrás do Botafogo.

As duas equipes voltarão a campo na próxima quarta-feira. O Galo visitará a Ponte Preta, habitual frequentadora da zona de rebaixamento, às 21h. Um pouco mais tarde, às 21h50, o Timão terá o Atlético-PR pela frente, em Mogi Mirim, fruto da punição do STJD em razão da briga de sua torcida com vascaínos no jogo disputado em Brasília, no primeiro turno. O Furacão está no G4, zona da tabela que os paulistas tentam alcançar.

Jogo de campeões

Gol anulado de um lado e do outro. Travessão aqui, trave ali. O primeiro tempo foi digno do encontro entre o atual campeão da Libertadores e o último campeão mundial. Mas não teve gols. Consequência do péssimo desempenho do ataque corintiano no Brasileirão, e dos desfalques de Ronaldinho e Jô no Galo. Ainda assim, o ritmo da partida foi intenso.

Com postura de quem foi ao Japão no ano passado, o Timão não se intimidou com o Horto. 

Antes dos dois minutos de jogo, Douglas finalizou na área, de pé direito, mas o zagueiro atleticano evitou o gol. Mas logo os donos da casa assumiram o comando. Mostraram porque estarão em Marrocos daqui a pouco mais de dois meses. O padrão de jogo dado por Cuca ofuscou as ausências de Victor, Réver, R10 e do artilheiro Jô.

Fernandinho, estranhamente, começou na direita. Cavou um cartão amarelo para Alessandro, que atuou pelo lado esquerdo, e voltou para seu lado habitual. Por ali, deu trabalho aos marcadores, como no bom passe para Diego Tardelli, que carimbou a trave em chute belíssimo. Aliás, como joga Tardelli! Ele também bateu falta com perigo.

Antes, Romarinho, em cabeçada que tocou no chão, já havia acertado o travessão. Os centroavantes Guerrero (nervoso além da conta) e Alecsandro fizeram gols, mas ambos foram bem anulados. Eles estavam impedidos.

Com um esquema diferente, sem a famosa linha de três atrás do atacante, o Corinthians teve Ralf, Guilherme e Ibson. Um meio mais contido. Abusou das tentativas com Romarinho pela direita. Na melhor delas, ele preferiu se jogar em choque com Emerson.

Jogo de ex-campeões

Tantos bons jogadores ficaram desaparecidos no início do segundo tempo. Talvez para assistirem ao "brilho" de Jailson Macedo Freitas, árbitro que fez um primeiro tempo razoável, mas piorou muito após o intervalo. Ele não deu faltas inacreditáveis de Alessandro e Guerrero em cima de Luan e Marcos Rocha, respectivamente. Em seguida, também ignorou uma infração a favor do Corinthians, fora do lance em que estava a bola.

O primeiro tempo "muito bem jogado" nas palavras de Cuca ficou para trás. Tite não gostou tanto, e compactou a marcação de seu time. Passou a obrigar o Atlético a lançar bolas da defesa para o ataque, sem passar pelo meio-campo.

Com a bola batendo e voltando dos dois lados, foi o Timão quem criou. Guilherme achou Ibson na área. Ele bateu fraco, e Giovanni pegou sem grande dificuldade.

Se Jailson estava mal, os assistentes continuaram acertando em lances capitais. Rodrigo Pereira Joia foi perfeito ao anular gol de cabeça de Leonardo Silva. E também ao deixar seguir a jogada mais perigosa do Galo na etapa final. Diego Tardelli estava atrás de Gil quando recebeu de Neto Berola, mas Cássio, com o pé esquerdo, evitou o gol.

Nos últimos minutos, faltas, reclamações, e as estreias do garoto Daniel no Atlético e do atacante Rodriguinho no Corinthians. Nada disso deu emoção à partida. Empate justo.

GE

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