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Camisa 10 do Flamengo pede que time vá à polícia por caso de vídeo íntimo

Advogado diz que jogador é vítima, registra ocorrência e admite que fato repercute negativamente para o clube

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25/11/2011 às 17h36

 RonaldinhoReprodução

Vídeo íntimo de Ronaldinho Gaúcho caiu na rede; o jogador aparece se tocando em frente à câmera

A pedido de Ronaldinho Gaúcho, o advogado Rafael de Piro, do Flamengo, entrou com um registro de ocorrência na Delegacia Especializada em Crimes de Informática (DRCI) por conta da divulgação de um vídeo que supostamente seria de um momento íntimo do camisa 10. Com a alegação de ser uma montagem, o jogador pediu ao departamento de futebol que acionasse o departamento jurídico. E o próprio clube também se sentiu lesado.

– O Ronaldinho pediu ao departamento de futebol, e nós entramos com o registro de ocorrência. O jogador é vítima, e o clube tem todo o interesse em defendê-lo. Tudo indica que é uma montagem. Mesmo que não fosse, é a divulgação de um momento de intimidade que atinge a honra e reputação do jogador – afirmou De Piro.

O caso foi discutido em vários setores do clube. A divulgação do vídeo supostamente de Ronaldinho teve reflexos diretos e causou certo mal-estar no Flamengo – mais na sede da Gávea do que no Ninho do Urubu. Mesmo sem relatar na ocorrência policial o fato de o clube também ter sido lesado, o advogado deixa claro que o episódio não foi agradável.

– O caso é especificamente do Ronaldinho. Mas é claro que repercute negativamente para o clube – destacou De Piro.

O caso, agora, está nas mãos da polícia, que começará a apuração por uma primeira versão do tal momento íntimo do camisa 10. No vídeo publicado no Youtube nesta quinta-feira pelo usuário "radiologia9", um homem de boina – identificado pelo responsável pela publicação como Ronaldinho Gaúcho aparece em cenas muito íntimas. O vídeo ficou poucas horas no ar. O Youtube tem como política remover vídeos que contenham cenas consideradas impróprias.

No registro feito na DRCI, De Piro citou o artigo 153, Parágrafo 1º A do Código Penal, que diz: “Divulgar alguém, sem justa causa, conteúdo de documento particular ou de correspondência confidencial, de que é destinatário ou detentor, e cuja divulgação possa produzir dano a outrem: Pena – detenção, de 1 (um) a 6 (seis) meses, ou multa".

O advogado rubro-negro fez outras reclamações em cima de leis semelhantes, o que, segundo ele, poderia causar ao responsável pela divulgação do vídeo pena de reclusão de um a quatro anos.

– Foi um ato criminoso. A polícia vai apurar a partir de um primeiro vídeo. Não existe um prazo de resposta, vai de acordo com a investigação – concluiu De Piro.

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