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Chuvas deixam cidades sertanejas ilhadas e com muitas familias desabrigadas

As cidades de Santarém, Bernardino Batista, Poço Dantas, Uiraúna, Poço José de Moura e São João do Rio do Peixe, estão em estado de alerta com as chuvas que caem em abundância e fluidez.

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22/04/2009 às 07h28

As chuvas caídas nos últimos dias na região sertaneja tem causado muito transtorno para a população, principalmente as que moram nas partes mais baixas das cidades. As cidades de Santarém, Bernardino Batista, Poço Dantas, Uiraúna, Poço José de Moura e São João do Rio do Peixe, estão em estado de alerta com as chuvas que caem em abundância e a fluidez do volume das águas. As últimas informações indicam que muitas famílias estão desabrigadas e sofrem as conseqüências desse problema.


As condições dos Municípios

Poço Dantas, Santarém, Bernardino Batistas e Poço José de Moura
Estes Municípios estão intransitáveis e a população ilhada, sem ter como se deslocar para outros centros. Em Pço José de Moura a força das  águas arrombou cerca de 300 metros de estradaos deixando a cidade intrafegável. Os prefeitos buscam minimizar o sofrimento da população que teme até mesmo pelo caos no fornecimento de alimentos.

São João do Rio do Peixe e Uiraúna
As enchentes tomam conta do centro da cidade e dos bairros perifericos deixando  dezenas de familias desabrigadas.

Os sertanejos, que tanto desejaram um inverno regular, capaz de reduzir os índices de miséria, sofrem, agora, com os transtornos provocados pelas águas em excesso. Se de um lado, o cenário é de encantos com o verde e o transbordamento dos reservatórios, de outro, surge um quadro verdadeiramente dramático para muitas pessoas.

Essa situação tem suscitado uma discussão bastante pertinente, que é a participação do poder público no socorro às vítimas. Os prejuízos financeiros são enormes, principalmente para os moradores das áreas ribeirinhas dos grandes açudes, acostumados com os períodos invernosos de poucas precipitações.

Em praticamente todos os municípios sertanejos, as águas invadiram muitas terras plantadas. Os lavradores reclamam de destruição de plantios de arroz, feijão e milho, além de frutas e hortaliças, os produtores rurais sustentam que os prejuízos são incalculáveis.

Mas, a preocupação maior, no momento, é com relação aos desabrigados. E não poderia ser diferente. Essas pessoas tiveram suas casas invadidas pelas enchentes, e estão expostas a vários problemas causados pela dengue e outras doenças, que normalmente surgem nos períodos de inverno. Os cuidados precisam ser cada vez mais ampliados em todos os locais, por parte dos órgãos de saúde pública.

O quadro exige ações rápidas e eficazes por parte das autoridades competentes. Nos últimos dias, prefeitos, lideranças políticas, membros da Igreja e representantes de outros segmentos da sociedade têm reforçado o discurso, reivindicando uma série de providências para minimizar os efeitos das cheias, nas áreas polarizadas por Cajazeiras e Sousa.

Outro problema que se agravou, nos últimos dois dias, foi o das estradas, isolando alguns municípios da região. As águas estão destruindo pontes e abrindo grandes crateras nas rodovias do Sertão, o que exige providências urgentes por parte do governo estadual.

É, enfim, uma situação de calamidade que merece o máximo de atenção do poder público em todos os níveis. Não há clima para divisões de ordem política. O momento é de união e mobilização de todos em favor dos mais necessitados.

JOSELITO FEITOSA
Da Redação do Diário do Sertão

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