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Prefeito de São Bento das redes é acusado de manter relação com menor de 11 anos

A denuncia foi protocolado ao Disque Denuncia Nacional depois de uma passagem na Curadoria da Infância na cidade de João Pessoa

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30/01/2009 às 00h03

O prefeito da cidade de São Bento está sendo acuso acusado de pedofilia, abuso sexual e corrupção de menores por manter um suposto relacionamento amoroso com uma criança de 11 anos. O conteúdo da denuncia foi protocolado ao Disque Denuncia Nacional depois de uma passagem na Curadoria da Infância na cidade de João Pessoa no ultimo dia 22 de janeiro.

A descoberta

Segundo a “testemunha x”, tudo começou quando a menor S. C. F. de 11 anos começou a apresentar uma mudança comportamental. Todos imaginavam que se tratava de uma briga entre amigas. Mas os motivos de toda mudança comportamental daquela criança era algo totalmente inesperado.

A hora da verdade

Em seu  depoimento, a "Testemunha X" conta que os pais da menor, Francisco da Costa Fernandes e Ângela Maria da Costa encontraram envelopes de anticoncepcional dentro da mochila escolar da menor, que estuda na Escola Estadual Fausto Meira. Assustada e pressionada, a menor relatou aos pais que fora seduzida e estava mantendo relações sexuais com o uma autoridade da cidade com uma promessa inocente. Segunda o relato da “testemunha x” que procurou o ministério público em João Pessoa para denunciar este ato de pedofilia e abuso sexual contra a menor que ainda não completou 12 anos de idade, S. F. C sofreu por várias vezes sofreu abuso sexual por parte do prefeito da cidade São Bento, Jaci Severino de Souza, mas conhecido em toda região como Galego de Souza.

O Silêncio

Transtornada, a família hoje se encontra com medo e acuada de denunciar um caso de selvageria que toda cidade sabe, inclusive o conselho tutelar, mas que ninguém fala, pois o acusado é tido como uma das maiores autoridades políticas e a lei do silêncio predomina em toda região.

Segundo o relato da “testemunha x”, o prefeito “Galego de Sousa” hora faz ameaças, hora tenta cooptar a família prometendo emprego e a quantia de 20 mil reais em troca do silêncio total do caso.

A testemunha conta que resolveu denunciar o caso ao Disque-Denuncia Nacional e ao próprio ministério publico na cidade de João Pessoa. O procedimento recebeu o número "2197534".

O Depoimento  ao MInistério Púbico

O depoimento começa de forma surpreendente e reveladora. Este é o relato em que se baseia a denúncia.

Testemunha X

"Essa criança foi aliciada e a pessoa que aliciou ela é uma autoridade. É o prefeito da cidade. O nome dele é Jackson Severino de Souza que teve relações com essa pessoa, um namoro. A partir daí os pais desconfiaram da filha e quando começaram a conversaram com ela, foi ai que ela disse que tava tendo um caso com ele (o prefeito).
Na época do caso ela não tinha 12 anos completo. Os pais se alarmaram e começaram a querer denunciar, ir ao ministério público. Foi a partir daí que começaram a pressionar ele.. ele e a mãe, inclusive a família toda até o avô. Falaram que não dava certo ele fazer essa denuncia porque iria gerar problemas. Começaram a ameaçar ele. Falaram que se ele fizesse essa denuncia, iria arcar com as conseqüências. Em seguida começaram a tentar convencer ele a receber propina para que ficasse em silêncio.”

Psicopedagoga 1 interrompe o depoimento e pergunta:
– O avô?

Testemunha X
– Não, o pai.

Uma assistente social interrompe o depoimento e pergunta:
– Quando essa pessoa começou a namorar ele tinha 12 anos?

Testemunha X
– Ela não tinha 12 anos ainda. Na verdade esse história aconteceu logo após as eleições.

Uma psicopedagoga 2 pergunta:
– O Pai chegou a receber propina?

Testemunha X
– O pai está sendo pressionado a receber propina. Estão convencendo ele.

A psicopedagoga 2 pergunta:
– Mas a pergunta é: Ele recebeu propina?

Testemunha X
– Ta caminhando pra isso. Ele vai receber. Estão comprando uma casa para ele numa cidade vizinha, Jardim de Piranhas no Rio Grande do Norte e que fica a 30 km de São Bento para eles irem embora da cidade. Eles estão sendo obrigados a aceitar a proposta, pois estão sendo pressionados, pois se não aceitarem, poderão gerar um problema pior para eles. Essa é a ameaça na família.

Assistente social pergunta:
– …esse prefeito de São Bento não é a pessoa que já tem processos, outras questões?

Testemunha X
– Tem questões com os sobrinhos dele. Os sobrinhos dele são de fazer este tipo de coisa. Aliciam menores e sempre acontece o mesmo que está acontecendo com esta menor, só que as pessoas temem denunciá-los, pois a família tem poder aquisitivo e na hora que alguém for fazer a denuncia tem que se expor.
“Ele (o prefeito) teve relações com ela várias vezes neste período de 3 meses para cá. Só que essa conversa estourou, porque os pais encontraram anticoncepcional com ela e ai forçaram ele dizer toda historia que estava acontecendo.

Assistente social interrompe e pergunta:
– Quando você diz que a “conversa estourou”, a cidade inteira sabe disso?

Testemunha X, responde
– A Cidade inteira sabe. Todo mundo comenta isso. Se você perguntar a qualquer pessoa de São Bento hoje, todos sabem desta história. Sabe que ele está forçando o rapaz (o pai) a receber um valor de 20 mil reais para o silêncio e um salário na prefeitura enquanto ele for prefeito. Esse dinheiro é para que os pais comprem uma casa numa cidade vizinha. Existe uma divergência dentro da própria família, pois o irmão do pai desta criança, o tio da menina, é contra e questiona direto que não é para aceitar de forma nenhuma, pois assim seu irmão estaria vendendo a honra da própria filha. Eles estão tão perturbados com a pressão que tão levando, pois ou recebem o dinheiro ou terão que ficar calados sem receber, pois se falarem é capaz de morrer.

Assistente social do MP pergunta:
– O que lhe moveu a procurar o Ministério Público da capital e não o de São Bento?

Testemunha X, responde
– Medo. Inclusive o próprio conselho tutelar de São bento tem conhecimento disso. Más como o Conselho Tutelar funciona ligado ao município, eles não tem coragem de enfrentar o prefeito.

O depoimento foi interrompido e a "Testemunha X" foi convidada a conversar por telefone com a promotora Dr. Soraya Escorel. Após 12 minutos da testemunha X retorna a sala e é orientada a formalizar a denuncia ao Disque Denuncia Nacional através do disque 100, onde é garantido o sigilo do denunciante.

*Qualquer atividade sexual com criança e adolescente são consideradas crime, mesmo que não exista coerção física.

Da Redação com PBagora

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