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Em debate no Senado sobre crise hídrica, Raimundo Lira lamenta histórica falta de apoio e fim de ações do DNOCS na região

No pronunciamento, Lira destacou os graves problemas enfrentados pela região, com ênfase para a situação da Paraíba.

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04/12/2015 às 07h22

Senador Raimundo Lira da Paraíba. Confira!

Durante sessão especial para debater a estiagem prolongada e a grave crise hídrica que assola o Nordeste, realizada nesta quinta-feira (03) no Plenário do Senado Federal, o Senador Raimundo Lira (PMDB-PB) criticou a falta de apoio e o fim das importantes ações do Departamento Nacional de Obras Contra a Seca – Dnocs, na região Nordeste.
 
Ele lembrou que o Dnocs foi responsável por grandes ações de enfrentamento à seca na região e que parte da responsabilidade pelo progressivo desprestígio do órgão veio com a criação da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste – Sudene. Segundo Lira, a Sudene foi criada em 1957 para incrementar a economia na região, mas também gerou prejuízos às importantes ações desenvolvidas pelo Dnocs.
 
“Esta crise hídrica do Nordeste começou em 1957, quando foi criada a Sudene, com o objetivo de modernizar a economia nordestina, através da industrialização. Mas os seus técnicos, possivelmente por questões ideológicas, entendiam que a Sudene tinha um outro objetivo, que era a destruição do Dnocs”, afirmou Raimundo Lira.
 
Na época, o senador Argemiro de Figueiredo tentou evitar o desmantelamento do Dnocs, lembrou Lira. “Argemiro de Figueiredo, filho de Campina Grande, ex-governador, iniciou campanha em defesa do Dnocs e foi muito hostilizado por isso”.
 
Para Lira, a Sudene trouxe benefícios para a região, mas também provocou essa grande perda: o desmantelamento do Dnocs. “A Sudene teve esse papel. O aspecto positivo, da industrialização; e o negativo, em relação ao Dnocs. Os grandes açudes construídos no Nordeste foram obras do Dnocs. Os melhores barrageiros do país estavam no Dnocs”.
 
O senador Eunício Oliveira (PMDB-CE) concordou com Raimundo Lira e também se manifestou contra o que classifica como sucateamento do Dnocs. “Vamos nos empenhar para regularizar a liberação de recursos para que o Dnocs possa saldar suas dívidas”.
 
Alerta às autoridades – No pronunciamento, Lira destacou os graves problemas enfrentados pela região, com ênfase para a situação da Paraíba. “Enfrentamos uma crise hídrica de grandes proporções no Brasil. Em diversas localidades da região Nordeste a população convive com a escassez de água há anos, numa luta sem trégua”.
 
Para Lira, o Estado brasileiro deve cumprir papel importantíssimo na readequação do consumo de água, em face da progressiva escassez. “Aqui falamos de planejamento, de criteriosa análise conjuntural, de corretos investimentos, estratégias de longo prazo e da elevada e eficiente capacidade de ação dos órgãos governamentais para que a segurança hídrica seja assegurada a todos os brasileiros, em especial, na região Nordeste”.
 
Ele acredita que os especialistas no tema podem e devem contribuir nessa conjunção de esforços e citou dados sobre a atual situação do armazenamento e abastecimento de água, apresentados em recente encontro da Confederação Nacional da Indústria – CNI, em João Pessoa, com representantes da indústria e dos colegiados de recursos hídricos.
 
“Em 2012, a acumulação média de água na região Nordeste era de 48,9%. Hoje, pouco mais de 20% da capacidade de armazenamento estão sendo utilizados. No Ceará, na Paraíba, em Pernambuco, os reservatórios estão com níveis inferiores a 15%. Segundo dados da Agência Nacional de Águas – ANA, os últimos quatro anos de chuvas, notadamente escassas, explicam porque as reservas hídricas da região vem diminuindo ano a ano e de forma constante. Há 1.285 municípios com situação de emergência decretada no Nordeste. Desses, 197 estão na Paraíba e 49 deles já entram em colapso total de abastecimento”, alertou Raimundo Lira, tendo o seu alerta destacado e elogiado pelos parlamentares que participaram do encontro.
 
Transposição – Conforme dados do Ministério da Integração Nacional, R$ 35 bilhões estão sendo investidos em obras estruturantes, de grande porte, de combate à seca, incluída a transposição. O assessor do ministério anunciou que a entrega dos reservatórios principais dessa transposição deverá ocorrer em meados de 2016.
 
Ao relatar a grave situação enfrentada pelos moradores de cidades da Paraíba, como Campina Grande, o senador José Maranhão (PMDB-PB) também cobrou maior agilidade na conclusão das obras da transposição. “Não vejo outra solução que não seja o apressamento do projeto da transposição do São Francisco”, disse.
 
Na presidência da sessão, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) cobrou dos representantes do governo federal respostas urgentes para enfrentar os quatro anos de seca no Nordeste e o risco de colapso dos grandes mananciais, frente à possibilidade de continuidade da estiagem. “O que vamos fazer se não chover? Vamos continuar insistindo para que o governo federal possa responder a isso”, disse.
 
Assessoria de Imprensa

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