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Paraíba sai na frente em pesquisa e atesta relação da Zika vírus com casos de microcefalia no Nordeste

Apesar disso, o Ministério da Saúde não trabalha com a hipótese de que o vírus zika em circulação no Brasil tenha sofrido mutação e se tornado mais perigoso.

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18/11/2015 às 07h22

Casos de microcefalia chegam a quase 500

Exames feitos com  o líquido amniótico de dois bebês com microcefalia em Campina Grande confirmaram que houve infecção por Zika vírus durante a gestação, segundo informações divulgadas nesta terça-feira (17) pela Secretaria de Saúde da cidade. Os testes, solicitados pela médica Adriana Melo, da maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (Isea), foram feitos no Laboratório da Fiocruz, do Rio de Janeiro
 
Relação com vírus
Também nesta terça, o Ministério da Saúde informou que a epidemia de contaminação por zika vírus registrada no primeiro semestre é a "principal hipótese" para explicar o aumento dos casos de microcefalia na região Nordeste.

O boletim epidemiológico do Ministério da Saúde divulgado nesta terça-feira, aponta que, até este mesmo dia, na Paraíba, 21 casos de microcefalia tinham sido notificados. Ainda segundo o mesmo boletim, em sete estados da região Nordeste foram notificados 399 casos da doença em recém-nascidos.

As análises em Campina Grande foram feitas a partir do líquido amniótico coletado de duas gestantes, cujos bebês haviam sido diagnosticados com a má-formação congênita em exames de ultrassonografia. Segundo a médica Adriana Melo, que é especialista em medicina fetal e integra o comitê criado pela Prefeitura para investigar casos de microcefalia,  as mães dos dois bebês examinados são município de Juazeirinho, mas fazem pré-natal na maternidade do Isea.
 
A  médica Adriana Melo contou que pediu os testes porque precisava dar uma resposta mais detalhadas às pacientes sobre o que poderia ter causado a microcefalia nos bebês. Além do Zika Vírus, outros agentes biológicos foram investigados como citomegalovírus, zika e rubéola. 

"Conversei com minhas duas pacientes e elas se dispuseram a ajudar e continuar essa pesquisa pelo agente [vírus]. Já não aguentávamos mais não ter o que dizer a paciente. Elas queriam saber exatamente o que causou isso. Era angustiante não saber o que levava a esse casos", contou a médica.

"Campina Grande, como diferencial, resolveu focar na gravidez, porque a gente pode coletar esse líquido e ter a certeza de novos casos. Vamos agilizar o fluxo, coletar mais líquido amniótico de mais pacientes para que a gente possa ter um número que possa ser aceito pela comunidade científica", explicou Adriana Melo, lembrando que, no momento, é importante que as pessoas se previnam contra o mosquito Aedes aegypti.

Após a confirmação do exame, a secretária municipal de saúde, Luzia Pinto, convocou uma reunião de emergência com a equipe da pasta para a noite desta terça, no Hospital Municipal Pedro I. O objetivo é definir as estratégias de assistência às gestantes e aos bebês com microcefalia. O conjunto de medidas a serem adotadas pela prefeitura deve ser anunciado na quarta-feira (18).

Relação inédita
Sobre a relação da infecção pelo vírus com a microcefalia, o diretor do Departamento de Vigilância de Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde, Cláudio Maierovitch, informou que as investigações estão sendo feitas com cautela. "Vocês podem perguntar se isso fecha a correlação entre as duas coisas, e minha resposta é: 'quase'. Estamos sendo bastantes cautelosos, mas não se encontrou nenhuma outra causa até o momento. Tivemos uma circulação importante do vírus no Brasil no primeiro semestre, coisa que aconteceu pela primeira vez na nossa história", disse Maierovitch.

Maierovitch disse ainda que a relação entre o vírus zika e a má-formação genética "é inédita no mundo" e não consta na literatura científica até o momento. "Nossos cientistas, cientistas do mundo que se interessarem, devem nos ajudar a provar essa causa e efeito."

Apesar disso, o Ministério da Saúde não trabalha com a hipótese de que o vírus zika em circulação no Brasil tenha sofrido mutação e se tornado mais perigoso.

"O Zika foi identificado em pouquíssimas partes do mundo. Foi no Brasil e no primeiro semestre que ele circulou com mais intensidade. Essas consequências 'novas' podem não ter sido identificadas antes porque a circulação ocorreu em áreas limitadas", afirmou o diretor.

Do G1PB

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