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Senador Raimundo Lira defende Ramal das obras de transposição para o Vale do Piancó

O discurso foi proferido na tarde desta quinta-feira (16).

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17/04/2015 às 15h16

Raimundo Lira defende ramal para Piancó

O senador Raimundo Lira (PMDB-PB) subiu à tribuna do Plenário para definir as diretrizes de sua linha de trabalho à frente da Comissão Temporária para acompanhamento das obras de transposição de águas no Rio São Francisco, da qual foi eleito presidente esta semana. O discurso foi proferido na tarde desta quinta-feira (16).
 
“É uma reivindicação histórica do povo nordestino. É a iniciativa mais relevante do Governo Federal inserida na política nacional de recursos hídricos. Em tal contexto, esta Casa da Federação deve assegurar o cumprimento de uma de suas principais competências previstas pela Constituição – a atividade fiscalizatória”, justificou o senador paraibano, quanto à retomada dos trabalhos da comissão.
 
“Ao meu estado da Paraíba interessa, sobremaneira, a construção do sistema adutor Piancó, no eixo norte das obras. Essa iniciativa é fundamental para garantir a capacidade de armazenamento do sistema de reservatórios Coremas/Mãe d'água”, afirmou o parlamentar.
 
Conforme assinalou Lira, está definido que o eixo norte atenderá a 55 municípios paraibanos, enquanto o eixo leste atenderá 72 municípios. Contudo, uma terceira entrada integrando o eixo norte à cabeceira do rio Piancó é vital para maximizar o uso do sistema Coremas/Mãe d'água.
 
Esse sistema, segundo ele, possui a maior acumulação de águas da Paraíba, mas enfrenta dificuldades sempre quando ocorre períodos de estiagem. Os 18 municípios circunvizinhos que compõem o Vale do Piancó formam, de acordo com o IBGE, uma área metropolitana. A atividade econômica da região se apoia basicamente na agricultura, pecuária e no turismo comercial, setores cujo desenvolvimento deverá se impulsionar com as condições geradas pelo ramal do Piancó.
 
Raimundo Lira lembrou que a região Nordeste possui 28% da população brasileira, mas apenas 3 % da disponibilidade de água. O empreendimento executa 622 km de obra linear, dispostos em dois eixos de transferência de água: o canal Norte, que se estende por 400 km; e o Leste, de 222 km. O projeto engloba, ainda, a construção de quatro tuneis, 14 aquedutos, nove estações de bombeamento e 27 reservatórios. O projeto ambiciona garantir a segurança hídrica de uma população de 12 milhões de pessoas, em 390 municípios do agreste e do sertão dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte.
 
O ministro Gilberto Occhi, da Integração Nacional, estima que a obra estará completa em setembro de 2016.
 
Assessoria de Imprensa

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