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Governo reúne reeducandas em concurso de miss na Penitenciária Feminina de João Pessoa

A etapa eliminatória de João Pessoa do 1º Concurso de Miss Reeducanda Paraíba, realizado pela Gerência de Ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com diversas entidades públicas e privadas, reuniu 28 candidatas na Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, nessa sexta-feira (14). O evento, que foi apresentado pela jornalista Patrícia Gouveia, […]

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17/03/2014 às 15h04

A etapa eliminatória de João Pessoa do 1º Concurso de Miss Reeducanda Paraíba, realizado pela Gerência de Ressocialização da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), em parceria com diversas entidades públicas e privadas, reuniu 28 candidatas na Penitenciária de Recuperação Feminina Maria Júlia Maranhão, nessa sexta-feira (14). O evento, que foi apresentado pela jornalista Patrícia Gouveia, visa a interação das internas com outros realizadores, como forma de desenvolvimento da ressocialização.

O secretário de Administração Penitenciária, Wallber Virgolino, fez a abertura oficial do evento, agradecendo a presença das pessoas e reafirmando a política pública da ressocialização. “Este evento que estamos realizando hoje, que é o primeiro concurso de miss reeducanda da história do sistema prisional paraibano, não é um fato isolado por conta da celebração do mês das mulheres, mas é uma atividade importante dentro de uma política de reinserção social que acontece cotidianamente. Aqui procuramos respeitar o direito das mulheres em situação de cárcere todos os dias, seja com atividades educativas, de saúde, esportivas e artísticas”.

As selecionadas para a final do concurso, que acontece no dia 28 deste mês, foram Renata Costa, na categoria Miss Presídio João Pessoa; Márcia Félix, Miss Plus Size, e Farinezia, Miss Presídio João Pessoa Queen. Antes do desfile, uma equipe voluntária de maquiadoras fez a maquiagem das participantes.

A mesa julgadora contou com as presenças da secretária executiva estadual da Mulher e da Diversidade Humana, Nézia Gomes; da ouvidora da Seap, Gabriela Freitas; das jornalistas Larissa Pereira e Eugenia Victal; da arte educadora Kaline Lima; do vice-diretor do Centro de Educação da PM, tenente coronel Ismar; da representante do ambulatório que presta atendimento especializado LGBT, Andreina Vilarin, e da agente penitenciária Rosângela Cavalcante.

A secretária executiva Nézia Gomes ressaltou o compromisso da gestão com as causas referentes à equidade de gênero, assim como a aproximação destas políticas públicas com o sistema prisional. “Trabalhamos com o foco nas políticas públicas de inclusão das mulheres e com as reeducandas não poderia ser diferente. Temos um olhar especial com a população carcerária feminina, pois entendemos que elas devem pagar as suas penas de forma digna, sendo respeitados os seus direitos básicos”.

A gerente de ressocialização, Ziza Maia, destacou o valor destes acontecimentos. “Hoje tivemos mais uma bela tarde, não só por conta do desfile em si, mas o que ele proporciona, que é o encontro de profissionais de diferentes áreas que reservam algumas horas do seu dia para uma causa tão nobre como esta, que é o exercício da cidadania e o desenvolvimento da ressocialização. Ressalto ainda o aumento da autoestima que este concurso proporciona nas participantes”.

A diretora da unidade prisional feminina de Mangabeira, Cinthya Almeida, revelou que se sentiu muito feliz em poder participar da produção desta ação. “É, acima de tudo, uma forma de quebrar a concretude do cotidiano do sistema penitenciário, pois todos nós sabemos que não é fácil viver privada de liberdade e um concurso desta natureza, mostra a perspectiva de liberdade e de mudança de mentalidade de quem cometeu algum crime, mas está pagando por ele e pretende tocar a sua vida com dignidade quando ganhar a liberdade”.

A reeducanda Márcia Félix, falou emocionada da sua conquista. “Hoje é um dia muito feliz para mim, não só porque fui classificada, mas por se tratar de uma coisa que eu gosto de fazer, como as outras atividades que realizo, como cantar no coral. Quando eu sair daqui, pretendo ganhar a minha vida fazendo voz e violão em barzinhos e tudo isso me ajuda a interagir com o público. Quero agradecer a todas as pessoas que organizaram este concurso para nós”. 

Da secom

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