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Deputado homenageia revolucionário Manoel Lisboa, morto pela Ditadura Militar

No depoimento que fez da tribuna, o deputado relembrou momentos de tensão e de alegria na convivência com Manoel na clandestinidade.

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05/09/2013 às 16h07

Na sessão da ALPB desta quinta-feira (05/09), o deputado estadual Anísio Maia (PT) fez uma homenagem histórica pelos 40 anos do assassinato de Manoel Lisboa de Moura durante a Ditadura Militar. “Ontem, completaram-se 40 anos da morte de um dos maiores heróis da história do Brasil, um desses heróis quase anônimos, que pouca gente conhece, mas que todos deveriam conhecer, em especial esta juventude que agora retoma o caminho das mobilizações pelo Brasil. Estou falando de Manoel Lisboa de Moura, dirigente do Partido Comunista Revolucionário, que lutou contra a Ditadura, pela volta da democracia, e que eu tive a honra de conhecer e de militar ao seu lado”. À época, Anísio tinha apenas 19 anos e iniciava sua vida política como militante do PCR.

No depoimento que fez da tribuna, o deputado relembrou momentos de tensão e de alegria na convivência com Manoel na clandestinidade. “Tive com ele muitas reuniões, pois ele vinha sempre à Paraíba para nos dar orientação, para organizar o PCR. O admirava como militante, como homem, por sua inabalável convicção na causa, mas também pela pessoa alegre que era, apesar de ser obrigado a sempre andar armado por conta da perseguição que sofria”.

Manoel Lisboa era natural de Maceió, capital de Alagoas, e foi morto sob torturas nas dependências do IV Exército, em Recife, aos 29 anos de idade. Fora expulso do curso de Medicina da UFAL e vivia há anos na clandestinidade.

Anísio relatou ainda que esteve com Manoel instantes antes de sua prisão: “Nos encontramos na Praça da Jaqueira, que estava cercada por agentes disfarçados, comandados pela equipe do sádico delegado Sérgio Paranhos Fleury, vinda exclusivamente de São Paulo para esta ação. Fleury foi o maior torturador deste período, tinha prazer em torturar pessoalmente os presos”.

Após a prisão, Lisboa foi levado ao quartel e torturado sem parar por 19 dias consecutivos. Morreu com a perna podre, gangrenada, pois o último recurso usado para fazer com que Manoel entregasse seus companheiros foi colocar uma vela debaixo de sua perna. Nada entregou, e sua resposta foi cuspir no rosto de Fleury. Tudo relatado posteriormente por outros presos que presenciaram as cenas.

Junto com ele também foram torturados e assassinados outros dois dirigentes do PCR: Manoel Aleixo (um camponês da Zona da Mata Pernambucana), e Emmanuel Bezerra (estudante potiguar). Depois de tudo isso, veio a farsa. O Exército montou uma encenação, e o Diário de Pernambuco estampou na capa: “Terroristas mortos em tiroteio com a Polícia em São Paulo”.

“Ele morreu calado, morreu como herói. É nome de praça em Maceió, e aqui em João Pessoa frequentemente vemos inscritos nos muros MANOEL LISBOA VIVE! Meu companheiro, meu exemplo. Exemplo de um tempo em que se lutava por ideais”, finalizou Anísio.

Assessoria

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