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Coordenadora do CRAM de Cajazeiras fala sobre a ‘cultura do estupro’ no Brasil – Vídeo

O CRAM atua acolhendo mulheres que são vítimas de violência e tentando conscientizar as pessoas contra a 'cultura da violência sexista e do estupro'

Por Jocivan Pinheiro

31/05/2016 às 16h03 • atualizado em 31/05/2016 às 16h50

O Centro de Referência em Atendimento à Mulher (CRAM) da cidade de Cajazeiras é um dos órgãos de defesa da mulher que luta contra a chamada ‘cultura do estupro’, termo que ficou mais conhecido no Brasil após o estupro de uma adolescente de 16 anos por mais de 30 homens no Rio de Janeiro na semana passada e que chocou o país.

Em Cajazeiras, o CRAM atua acolhendo mulheres que são vítimas de todo tipo de violência e tentando conscientizar as pessoas contra a ‘cultura da violência sexista e do estupro’.

A coordenadora Leide Gomes ressalta a importância de haver CRAM’s espalhados pelo Brasil porque, segundo ela, o machismo ainda impera em alguns órgãos que atendem a mulheres vítimas de violência, mas isso não acontece nos CRAM’s. Ela ressaltou e comemorou o fato de o delegado ter sido afastado do caso do estupro coletivo no Rio porque estava culpando a vítima.

“Muitas vezes a mulher em situação de violência, a gente percebe em delegacias e outros órgãos de atendimento à mulher que é necessário urgentemente uma capacitação desses agentes públicos para não ter esse tipo de revitimização”, disse. “Há um silêncio, uma negação, aquele temor de não acreditar nas instituições. A própria vítima do Rio disse que não acredita na Justiça”, completou.

Para Leide Gomes, é preciso capacitar esses agentes públicos que atendem mulheres vítimas de violência para que elas sejam acolhidas e não sofram ‘revitimização’.

A coordenadora considera Cajazeiras uma cidade de vanguarda no que diz respeito a discussão de gênero porque aprovou na Câmara e sancionou na Prefeitura, neste ano, o Plano Municipal de Educação (PME) que prevê a capacitação dos professores para discutir gênero e sexismo nas escolas. Ela também elogiou o movimento feminista da cidade.

“A gente tem um movimento de mulheres muito forte e precisa tornar essas instituições cada vez mais com credibilidade, com segurança, com acolhimento”, disse ela.

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