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Laudo conclui que preso por chacina na Espanha é psicopata, diz imprensa

Patrick Gouveia foi classificado como criminoso de alta periculosidade. Laudo de sanidade mental foi anexado ao processo na Justiça espanhola

Por Luzia de Sousa

13/12/2016 às 14h11

Patrick Gouveia, suspeito de esquartejar família na Espanha, detido na sede da Guarda Civil espanhola em Madri (Foto: Reprodução/Twitter/fgrruiz)

Patrick Gouveia, suspeito de esquartejar família na Espanha, detido na sede da Guarda Civil espanhola em Madri (Foto: Reprodução/Twitter/fgrruiz)

Um psicopata com risco de reincidência e criminoso com alto grau de periculosidade. François Patrick Gouveia, assassino confesso da família paraibana em Pioz, na Espanha, foi enquadrado como uma “pessoa desprovida de empatia” por psiquiatras espanhóis. A revelação foi feita pela TVE da Espanha na segunda-feira (12), após ter acesso ao laudo psiquiátrico do suspeito pela chacina na Espanha, anexado ao processo que tramita na Justiça espanhola.

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O exame psiquiátrico também classifica Patrick como uma pessoa consciente do que faz, muito inteligente e com total carência de sentimentos. Segundo os psiquiatras, o jovem possui uma absoluta falta de empatia e se mostrou incapaz de se colocar no lugar das suas vítimas. A análise de sanidade mental de Patrick foi solicitada pelo Ministério Público espanhol.

Os psiquiatras forenses estiveram com ele durante três sessões. O exame será uma das provas periciais para decidir a plena responsabilidade penal de Gouveia nos assassinatos do tio Marcos Campos Nogueira, da esposa dele, Janaína Santos Américo, e dos dois filhos pequenos do casal.

O brasileiro, que estava preso desde o dia 21 de outubro em Alcalá Meco, foi transferido para o presídio de Estremera, na província de Madri, no final do mês de novembro após receber ameaças de morte. Ele segue preso preventivamente na Espanha.

Matar só o tio era ‘cruel’
O jovem admitiu em depoimento à Justiça espanhola que planejou o crime e que decidiu matar toda a família porque matar apenas o tio dele, Marcos Campos, “parecia cruel”.
Ele afirmou ainda que sentiu “necessidade de matar”. A declaração foi dada à Justiça de Guadalajara e a emissora de TV espanhola Antena3 teve acesso a trechos do depoimento.

De acordo com a imprensa, Patrick negou que havia agido por impulso e disse que foi até a casa da família do tio com a intenção de matar todos os parentes. “Matei os quatro porque matar apenas Marcos me parecia cruel. Não ia deixar uma família sem marido e sem pai. Não sofreram, não gritaram, foi muito rápido”, disse o jovem em depoimento.

Os corpos de Janaína Diniz, Marcos Nogueira e das duas crianças foram achados esquartejados em uma casa na cidade espanhola de Pioz em setembro, depois que um vizinho alertou sobre o mau cheiro perto da casa da família.

Também pela primeira vez, Patrick falou que sabia que seria preso na Espanha e diz ter voltado ao Brasil após o crime para se despedir da família. Ele também falou em arrependimento. “Sim, eu me arrependo de ter matado. É tudo minha culpa”, comentou.
Patrick Gouveia explicou neste segundo depoimento como surgiu a ideia de realizar os assassinatos e chegou a dizer que pensou muito antes de executá-los.

Segundo o jovem, não foi a primeira vez que ele sentiu vontade de matar alguém. “Três dias antes [do crime], senti a necessidade de matar. Isso acontece muitas vezes, desde os 12 anos. Quando isso acontece, eu bebo muito”, declarou o jovem, segundo a emissora.

Em 2013, quando o jovem tinha 16 anos, ele foi detido em Altamira, no Pará , após esfaquear um professor dentro da sala de aula.

Ainda segundo a imprensa espanhola, Patrick também comentou sobre a relação dele com Marvin Henriques, jovem que foi preso em João Pessoa suspeito de participar do crime.

Marvin é amigo de Patrick e teria dado dicas ao suspeito por meio de mensagens no WhatsApp enquanto o jovem cometia os crimes na Espanha. Ele foi indiciado pela Polícia Civil paraibana por participar diretamente na morte de Marcos Campos, uma vez que o contato entre os dois começou depois da morte da mulher e das duas crianças.

No depoimento, Patrick Gouveia afirmou que o amigo não sabia do plano de assassinar a família. “É como se fosse um irmão mais novo. Ele é muito bom. Sua mãe era psiquiatra e me ajudou muito. Somos inseparáveis”, afirmou.

G1

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