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Transexual é sequestrada e brutalmente assassinada a pedrada

“A Emanuelle era muito feminina, tinha seios", disse o delegado responsável.

Por Luzia de Sousa

02/03/2017 às 06h27 • atualizado em 01/03/2017 às 16h32

A vítima saía de uma boate na companhia da mãe

Após ser sequestrada e morta por homens que conheceu numa boate, em Anápolis, a 55 km de Goiânia, a transexual Emanuelle Muniz Gomes, de 21 anos, estava acompanhada de sua mãe momentos antes do crime, que aconteceu na madrugada do domingo (26). Edna Girlene Gomes conseguiu escapar do carro dos sequestradores. Sua filha foi encontrada horas depois com uma pedrada na cabeça.

O delegado responsável pelo caso, Cleiton Lobo, afirmou, nessa terça-feira (28), que nenhuma hipótese para o crime está descartada, inclusive se ele foi motivado por ódio de gênero. “A Emanuelle era muito feminina, tinha seios, então era difícil desconfiar da transexualidade dela. Por isso, ainda apuramos se o sequestrador não sabia disso e, ao descobrir, cometeu o assassinato”, disse.

Ele ainda ressaltou que a motivação do crime é desconhecida. A partir desta quarta-feira (1º), acrescentou, vai começar a oitiva das testemunhas que presenciaram o momento em que a jovem foi levada. “Vamos trabalhar para descobrir o que aconteceu e a motivação desse crime o mais rápido possível”, afirmou Lobo.

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