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PM suspeita que jogo da ‘Baleia Azul’ levou jovem a subir em teto de escola na PB

Segundo tenente-coronel, menina praticou automutilação e subiu em teto de colégio de João Pessoa.

Por Priscila Belmont

19/04/2017 às 09h43

Mensagens trocadas por alunos de escola da zona sul de João Pessoa no WhatsApp explicam como funciona o jogo (Foto: Arnaldo Sobrinho/PMPB/Reprodução/Whatsapp)

A Polícia Militar recebeu informações de que uma adolescente de 14 anos estava participando de um suposto jogo de incentivo ao suicídio – o “desafio da Baleia Azul”, em João Pessoa. Segundo o coordenador do Centro Integrado de Operações Policiais da Paraíba (Ciop), tenente-coronel Arnaldo Sobrinho, ela teria praticado automutilação e subido no teto da escola onde estuda, no Centro da cidade.

“Falei com familiares dela, que confirmaram que, há cerca de 25 dias, a menina apresentou um comportamento de mutilação, fazendo cortes no braço, e chegou a subir no teto da escola. Eles não entenderam o porquê na hora, ela chegou a ser suspensa, mas, depois do alerta [da polícia sobre a investigação do suposto “desafio da Baleia Azul”] na semana passada, eles reportaram o caso. Eles quebraram o celular da menina e ela deixou de jogar”, comentou Sobrinho.

Além desse caso, o tenente-coronel também recebeu outros relatos de situações semelhantes na Paraíba. Ele explicou que recebeu imagens de participação de alunos de uma escola da Zona Sul de João Pessoa e de outro caso em Guarabira, em que uma pessoa já estaria no nível 10 do “jogo”. Também foram recebidos relatos de participações do jogo em outras regiões do país, a exemplo do Acre e Minas Gerais.

Sobrinho, que, além de policial militar, é coordenador executivo do escritório brasileiro da Associação Internacional de Prevenção ao Crime Cibernético, explicou que está reunindo todos esses casos em um relatório para enviar para as polícias Civil e Federal. “A ideia é produzir um relatório mais circunstanciado com essas situações. Esse caso requer que a gente junte materiais, até para as polícias Civil e Federal, que têm competência de apuração, terem subsídio para investigar com mais profundidade”, explicou.

De acordo com Sobrinho, as pessoas que jogam não gostam de explicar o que aconteceu porque sofrem ameaças dos curadores. Para ele, é possível perceber que existem curadores gerenciando os jogos a partir dos Estados Unidos.

“As famílias, de um modo geral, não desejam exposição. Como foi essa situação da adolescente, como eles já conseguiram reverter o processo, não têm interesse em divulgar. Eles precisam muito de apoio psicológico, então a atuação policial tem que ser feita com muito cuidado”, pontuou.

Investigação da ‘Baleia Azul’ em João Pessoa
Na terça-feira (11), o coronel publicou em seu perfil no Facebook um alerta para pais de crianças e adolescentes de João Pessoa, explicando que as pessoas estariam sendo coagidas a participar do jogo por meio das redes sociais.

De acordo com ele, os estudantes da escola explicavam como funcionava o “desafio da Baleia Azul” por meio de troca de mensagens no WhatsApp. “É um jogo Russo […] são 50 desafios, você começa ouvindo músicas psicodélicas, e o instrutor só te libera para dar início ao jogo às 4:20 da manhã… e os desafios que você for fazendo, […] o último desafio de número 50 é tirar a própria vida, dando aí fim ao jogo”, diz uma das mensagens, divulgada pelo coordenador do Ciop.

G1

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