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TRAGÉDIA: Após confusão em festa, rapaz pega carro e mata dois. VÍDEO!

As vítimas estavam sentadas no canteiro central da via de acesso ao Jardins Mangueiral quando foram atingidas pelo rapaz.

Por Luzia de Sousa

30/04/2017 às 12h13 • atualizado em 30/04/2017 às 08h41

Dois homens morreram atropelados na madrugada deste sábado (29/4) na Quadra 13 do Jardins Mangueiral, setor habitacional que fica em São Sebastião. De acordo com informações de populares repassadas ao Corpo de Bombeiros, a tragédia ocorreu após confusão em uma festa.

Depois do desentendimento, Fernando Salvador Souza Rodrigues, 18 anos, teria pegado escondido o Hyundai I30 preto, placa OVP 0482-DF, e atropelado Daniel Barreto Batista, 28, proprietário do veículo, e Douglas Araújo Santos, 21.

As vítimas estavam sentadas no canteiro central da via de acesso ao Jardins Mangueiral quando foram atingidas pelo rapaz. O Corpo de Bombeiros atendeu a ocorrência, mas os dois rapazes não resistiram aos graves ferimentos e morreram no local.

Segundo o sargento da Polícia Militar Wellington Godoy, ocorria uma festa no local onde todos os envolvidos estavam. O celular de Daniel foi furtado. Ele e Douglas teriam ido atrás de um grupo de adolescentes para tirar satisfação. Daniel deixou o carro ligado e, neste momento, Fernando assumiu a direção e saiu em disparada pela via do Jardins Mangueiral.
Ao retornar, por volta das 4h, teria atropelado intencionalmente as vítimas, que estavam sentadas no canteiro central. De acordo com o sargento, as marcas de frenagem na pista demonstram que o jovem, que não tinha habilitação, estava em alta velocidade. Uma testemunha relatou que Fernando ainda desviou de um carro antes de atingir as duas vítimas.

“É claro que só a perícia vai dizer, mas ele deveria estar a mais de 100km/h. O carro ficou destruído”, disse o sargento. O jovem subiu o meio-fio e atingiu em cheio as vítimas. Depois, abandonou o carro e fugiu do local.

Com base nas descrições feitas pelas testemunhas, a PM encontrou Fernando em casa, na Quadra 15 do Jardins Mangueiral. Segundo o segurança informou aos militares, o rapaz tinha chegado bastante alterado ao condomínio onde mora com familiares.

Fernando tinha trocado a bermuda, que estava suja de sangue, e estava sentado vendo televisão, quando os policiais chegaram à residência. O rapaz confessou o crime e foi levado, preso, para a delegacia.

“No nosso entendimento, ele usou o carro como uma arma, para matar”, disse o sargento Godoy. Na 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá), o caso foi tipificado como homicídio culposo (quando não tem intenção de matar).

Tristeza
O auditor fiscal Adriano Andrade, 45 anos, companheiro de Daniel, soube da tragédia na madrugada deste sábado. Ele estava no Rio de Janeiro e mandou uma mensagem perguntando se Daniel estava bem. Não houve resposta.

Ele conta que a festa ocorria na residência que dividia com Daniel no Jardins Mangueiral. Mas algumas pessoas desconhecidas teriam tido acesso ao local, entre eles, o autor do homicídio. A confusão começou a partir do furto do celular de Daniel no interior da residência.

Uma testemunha, que pediu para não ser identificada, afirmou ao Metrópoles que viu o momento em em que o grupo de 10 homens e quatro mulheres agrediram as vítimas. “Eu parei o carro e corri para separar. Tirei primeiro o Douglas e depois puxei o Daniel, que estava no chão”, lembrou.

O homem relata ainda que os dois amigos estavam bem e não ficaram com ferimentos graves depois da agressão. “Coloquei eles sentados no meio-fio. Foi aí que o cara foi lá, pegou o carro, fez a curva e acelerou na minha direção. Quando o carro chegou perto de mim, ele freou e jogou o carro para o local onde os meninos estavam. Douglas morreu na hora. Daniel chegou a ser socorrido pelos bombeiros, mas morreu depois de trinta minutos”, lamentou.

A testemunha detalha que chegou a pedir para o grupo ligar para os bombeiros, mas todos saíram correndo. Questionado sobre o homicídio culposo, quando não há intenção de matar, ele desabafa: “Uma pessoa sem habilitação, que pega um carro e acelera a 150km/h, assume o risco de matar”, finalizou.

Daniel cursava o sexto semestre de direito no Universidade Paulista (Unip). Segundo amigos, era uma pessoa muito alegre. A família dele mora no Rio de Janeiro, onde o corpo possivelmente será enterrado. Ele veio para Brasília depois de conseguir uma bolsa de estudos do Prouni. “Poderia ter escolhido outro estado, mas quis a capital do país, onde morreu desta forma, de maneira cruel”, disse uma amiga, muita abalada.

Mineiro, Douglas também morava em São Sebastião, com os pais. Ele cursava enfermagem no UniCeub. Segundo a prima Denia Lopes, tinha muitos amigos e onde ele chegava contagiava a todos. “Era sempre alegre, amoroso, sorridente”, ressaltou. O corpo do jovem será levado ainda neste sábado para Buritis de Minas. “Acreditamos que ele morreu porque estava com o Daniel. A pessoa que fez isso não tinha como alvo o Douglas”, lamentou.

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