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Vereador quer baixar o próprio salário, do prefeito, vice e secretários em Bonito de Sta. Fé

Se for aprovado, os novos valores passam a valer a partir do próximo mandato, que começa em janeiro de 2017.

Por Luzia de Sousa

30/05/2016 às 11h41 • atualizado em 02/06/2016 às 19h22

Vereador quer baixar salários em Bonito

Tramita na Câmara Municipal de Bonito de Santa Fé, no Alto Sertão da Paraíba, um projeto de lei, de autoria do vereador Djacir Moreira da Silva, que propõe a fixação dos novos subsídios do prefeito, do vice, dos vereadores, dos secretários e dos subsecretários municipais. A propositura encaminhada à Câmara visa economizar quase R$ 1 milhão nos próximos quatro anos.

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Em contato com a redação de notícias do portal Radar Sertanejo, Djacir explicou que o projeto tem como objetivo cortar gastos, já que Bonito de Santa Fé, assim como o Brasil, passa uma crise financeira sem precedentes. Segundo o vereador, a medida reduziria o salário de prefeito, do vice e dos vereadores. E aumentaria o salário dos secretários e subsecretários.

Se for aprovado, os novos valores passam a valer a partir do próximo mandato, que começa em janeiro de 2017. Porém, alguns vereadores já se declararam contrários ao projeto, enquanto que outros disseram que vão votar a favor da aprovação. Por enquanto, a Câmara está em recesso, mas a discussão vai continuar na volta aos trabalhos legislativos.

Com o corte, o salário de prefeito(a) ficaria em R$ 6.406,92, sendo que, atualmente, Alderi Caju recebe R$ 10 mil. O salário do vice cai de R$ 5 mil para R$ 3.203,46, enquanto os vereadores que ganham atualmente R$ 3.105 passam a receber R$ 1.603,73. Já os secretários municipais teriam os subsídios elevados para R$ 2.402,59 e o valor de R$ 1.603,73 para os subsecretários. Segundo declarações do vereador Djacir ao Radar Sertanejo.

Ainda de acordo com o projeto, os subsídios serão reajustados anualmente, no primeiro mês do ano a partir de janeiro de 2018, pelo IPCA (Índice de Preço Amplo ao Consumidor) acumulado nos 12 meses do ano anterior ao reajuste.

VALORES

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Djacir explica que um vereador no município trabalha pouco e em sua visão não deve ganhar um salário superior ao de um professor.

– Para ter uma ideia a Câmara Municipal se reúne uma vez por semana e, em média durante 3 horas, totalizando 12 horas por mês, enquanto um professor trabalha 30 horas semanais. Dessa forma nada mais justo que pelo menos o subsídio de vereador não seja superior ao do professor. E assim propomos este projeto, que tramitará na Casa Antônio Dias de Lima. Antes serão realizadas várias audiências públicas para a discussão do referido projeto.

DIÁRIO DO SERTÃO com Radar Sertanejo

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