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‘Serei candidato para ganhar, não para perder’, diz Lula

O ex-presidente afirmou, em entrevista à rádio Fan FM de Sergipe, que se for presidenciável em 2018 ‘é para ganhar, não é para perder’

Por Priscila Belmont

20/04/2017 às 16h57

Ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/ Instituto Lula)

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira, 20, que, “se puder”, vai disputar o Palácio do Planalto pela sexta vez em 2018. Ele disse, porém, que terá de aguardar para a decisão. “Vamos esperar o tempo passar, para a gente saber quem é que pode ser candidato, se eu posso ser candidato, se não posso ser candidato”, afirmou, sem explicar o que poderia impedir sua candidatura. Lula é réu em cinco ações na Justiça e investigado na Operação Lava Jato. Se condenado e a decisão for confirmada em segunda instância, o petista fica inelegível.

Em entrevista à rádio Fan FM de Sergipe, Lula afirmou que será candidato “para ganhar, não para perder”. “Já perdi a cota de eleições que tinha para perder”, disse, referindo-se às eleições de 1989, 1994 e 1998. “Depois, eu aprendi a ganhar”, afirmou Lula, eleito em 2002 e reeleito em 2006. “Se puder, serei candidato”, disse o petista.

Lula também foi questionado sobre uma eventual “chapa nordestina” para as eleições presidenciais ao lado de Ciro Gomes (PDT-CE) “É muito difícil dizer isso. Pelo que tenho visto na imprensa, o companheiro Ciro Gomes é candidato a presidente também”, afirmou. “Ainda vai se apresentar muita gente”.

Mesmo com duas pesquisas eleitorais desta semana, do Ibope e do Vox Populi/CUT, afirmarem que Lula é o possível presidenciável com maior intenção de votos, o petista preferiu não comentar. “É muito cedo para a gente falar de pesquisa, ainda faltam praticamente dois anos para as eleições. Eu não gosto de comentar de pesquisa”, disse. “Estou convencido de que, se eu for convidado, tenho condições de ganhar as eleições porque eu sei como cuidar das pessoas mais humildes de regiões diferenciais. Não é teoria não, é prática.”

Citado nas delações da Odebrecht, o ex-presidente preferiu não comentar as acusações. Segundo ele, prefere falar ao juiz Sérgio Moro no próximo dia 3, quando tem um depoimento marcado na vara de Curitiba. “O que eu tiver que falar e o que eu penso, vou falar no dia 3. Não tenho que provar minha inocência, eles que vão ter que provar minha culpa”, disse Lula. “Eu duvido que encontrem 50 centavos meus em algum lugar do mundo. Podem continuar investigado.”

Na entrevista, o petista também as reformas trabalhista e da Previdência, propostas pelo governo de Michel Temer e que tramitam no Congresso.

Estadão

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