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VÍDEO: Em entrevista à jornalista Paraibano, Lula fala em pobreza e manda recado para o nordestino: “eu tenho pouco tempo”

Segundo o ex-presidente Lula, nas elites e em parte da classe média brasileira ainda prevalece uma lógica de "Casa Grande e Senzala"

Por Redação Diário

08/07/2017 às 21h34 • atualizado em 08/07/2017 às 22h03

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concedeu uma de suas melhores entrevistas ao jornalista Walter Santos, editor da Revista Nordeste, publicação que, há 11 anos, se dedica a cobrir com seriedade e profundidade as transformações socioeconômicas da região.

Segundo Lula, nas elites e em parte da classe média brasileira ainda prevalece uma lógica de “Casa Grande e Senzala”, fazendo uma alusão ao clássico de Gilberto Freyre. “A minha grande frustração foi constatar que, no Brasil, ainda há muita gente que não aceita que o pobre suba um degrau”, disse Lula.

Ele lembra que, em seus governos, não há um empresário ou banqueiro que não tenha ganho muito dinheiro. “O andar de cima não perdeu nada. Só ganhou. Mas os pobres também ganharam e tiveram aumentos salariais durante doze anos consecutivos.”

FILHO DE EMPREGADA
Lula afirma que muitos, no Brasll, não aceitam que o filho da empregada ocupe o mesmo banco escolar de seus filhos. “O preconceito é uma doença gravíssima e se não formos capazes de combatê-lo não seremos uma sociedade verdadeiramente democrática”.

O ex-presidente também afirmou que nunca tinha entendido por que a transposição do São Francisco jamais tinha saído do papel. “A verdade é que muita gente depende da pobreza para sobreviver politicamente.”

Jornalista paraibano, Walter Santos entrevistou o ex-presidente Lula

SAÚDE E IDADE
Durante a entrevista Lula diz que já está com 71 anos de idade e dispara: “eu tenho muito menos tempo daqui para frente, do que tive para trás, então eu fico trabalhando contando os dias e conversando muito com Deus e digo: espera aí, não me chame logo, me deixe aqui”.

Com a saúde muito boa, segundo ele, Lula afirma na entrevista que no seu tempo o Brasil tinha orgulho de si e isso quem dizia era as pesquisas da ONU. “Quero dedicar o pouco tempo que tenho para tentar concertar, ou eu, ou outra pessoa, mas não podemos deixar o Brasil regredir do jeito que regrediu”, disse Lula.

NA PARAÍBA
O ex-presidente disse que não tem jeito do Brasil avançar e melhorar se o “pobre não participar do bolo, esse é único jeito de voltamos a normalidade”. Ele agradeceu o gesto dos nordestinos e dos paraibanos durante a inauguração da Transposição. “Ao chegar lá e olhar no olho daquele povo, vir a frase estampada no olhar de todos: alguém lembrou de mim”.

PORTAL DIÁRIO com BRASIL 247 e vídeo da revista Nordeste

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