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Deputado do Sertão se envolve em confusão, se impõe e declara: “Não sou de levar grito”

A postura levou Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) a levantar e, aos gritos, chamar o presidente, que tem 25 anos, de “moleque”.

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05/03/2015 às 16h43

Deputado Hugo Motta na Câmara dos Deputados

O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, o deputado sertanejo, da cidade de Patos, Hugo Motta (PMDB) informou nesta quinta-feira (05), que criará quatro sub-relatorias para dividir os trabalhos, atualmente concentrados nas mãos do relator Luiz Sérgio (PT-RJ) e anunciou que indicará de ofício o nome dos sub-relatores, sem consultar o plenário.

A decisão do paraibano contrariou deputados do PT e do PSOL, que tentaram, aos berros, protestar contra o presidente indicar os sub-relatores sem ouvir o resto do plenário e sem dar espaço para o relator, Luiz Sérgio, de explicar seu plano de trabalho antes do anúncio. Motta seguiu lendo o nome das sub-relatorias sem dar ouvidos às manifestações.

A postura levou Edmilson Rodrigues (PSOL-PA) a levantar e, aos gritos, chamar o presidente, que tem 25 anos, de “moleque”. Hugo Motta revidou, disse que não aceitaria desaforo e que não seria “fantoche de ninguém”.

“Quero aqui deixar bem claro, não admitirei desrespeito de vossas excelências. Quem manda aqui é o presidente, respeitando o regime. Eu não aceito desrespeito. Vossa excelência me respeite. Cabelo branco não é sinônimo de respeito. Um deputado aqui se levantou e me desrespeitou. Eu quero dizer a vossa excelência que eu não tenho medo de grito. Da terra de onde venho, homem não grita comigo. Vossa excelência me respeite”, rebateu.

Sub-relatorias 
O presidente vai criar quatro sub-relatorias para investigação superfaturamento e gestão temerária na construção de refinarias no Brasil; a constituição de empresas subsidiárias e sociedades de propósito específico pela Petrobras com o fim de praticar atos ilícitos; de superfaturamento e gestão temerária na construção e afretamento de navios de transporte, navios-plataforma e navios-sonda; e de irregularidades na operação da companhia Sete Brasil e na venda de ativos da Petrobras na África.

Veja momento da discussão na Câmara do deputados!

DIÁRIO DO SERTÃO com MaisPB

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