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Com polêmica e reação do bispo, Câmara de Cajazeiras aprova Plano Municipal de Educação

Projeto gerou polêmica na casa Otacílio Jurema por causa do artigo que trata da questão de identidade de gênero nas crianças

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18/06/2015 às 00h35

A Câmara Municipal de Cajazeiras aprovou, na sessão desta segunda-feira (15), o Plano Municipal de Educação (PME), proposto pelo Sindicato dos Funcionários Municipais (Sinfumc) em parceria com o Conselho Municipal de Educação e a Secretaria de Educação do Município. Segundo a presidente do Sinfumc, Elinete Lourenço, o PME servirá de base fundamental para nortear a educação em Cajazeiras pelos próximos dez anos.

Mas antes de passar pelo crivo dos parlamentares cajazeirenses, o projeto gerou polêmica no plenário da casa Otacílio Jurema. O motivo foi o artigo que trata da questão de identidade de gênero nas crianças.

O PME prevê que os professores e demais educadores sejam capacitados para lidarem com questões de sexualidade e identidade de gênero nas escolas. Apesar da forte rejeição de parte da sociedade, esse assunto tem sido cada vez mais debatido. No entanto, alguns vereadores se posicionaram contra esse ponto em particular do projeto.

A aprovação do PME contendo questões de gênero nas escolas provocou também a reação do bispo da Diocese de Cajazeiras, Dom José González Alonso, que estava na plateia e pediu para ir até a tribuna expor sua opinião.

O bispo parabenizou a elaboração do plano como um todo, mas demonstrou ser contra o tópico em questão e lembrou que os parlamentos federais (Câmara e Senado) também estão se posicionando contra a “ideologia do gênero” nos planos de educação e orientando que as câmaras municipais façam o mesmo. Para ele, a ideologia de gênero pode confundir a sexualidade das crianças, confronta o papel da família na formação dos filhos e implanta, de maneira ditatorial, políticas de esquerda na sociedade.

“Eu queria pedir aos nobres vereadores que aprofundassem o que significa a ideologia do gênero. Não é tão simples assim. Aqui está em jogo a educação de crianças, cuja primeira responsável não é a escola, não é o Estado com suas leis, é a família, que tem que optar a orientação que dá a seus filhos. O que não podemos admitir é que se ensinem isso às crianças, que estão em um momento de formação e de evolução, como se fosse normal. Por isso eu peço que os vereadores pensem quando em qualquer texto, de agora para frente, tenha a palavra gênero. Porque tem sua raiz filosófica dos filósofos existencialistas e que foram influenciando ideologias de esquerda de cunho marxista radical, que querem agora implantar na escola. É o que não podemos admitir.”

Assista ao pronunciamento do Bispo Diocesano de Cajazeiras

O vereador Jucinério Félix, conhecido também pelo seu ativismo nas causas de LGBT em Cajazeiras, defendeu esse trecho do PME afirmando que discutir questão de gênero nas escolas é uma maneira de tornar a educação cada vez mais inclusiva.

“A educação tem que ser laica e para todos, e nessa sociedade não estuda só heterossexuais, mas estuda bissexuais, transexuais, entre outros. A questão de opção sexual acabou, a questão de orientação sexual acabou, agora é condição. A gente nasce condicionado àquilo. E aí é preciso que a educação fale disso, escute isso, e esse plano tem que estar vigente a isso.”

Assista ao pronunciamento do vereador Jucinéro Félix

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