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Em lançamento de campanha no Sertão Bispo diz: “Não vamos esconder ferida sangrando”

O lema da CF 2016 é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”.

Por Luzia de Sousa

13/02/2016 às 20h08 • atualizado em 14/02/2016 às 17h00

Uma missa campal realizada em uma estrutura montada no lixão da cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, marcou o lançamento da 52ª Campanha da Fraternidade de 2016 (CF 2016) do Regional Nordeste 2 da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) na manhã deste sábado (13). Este ano a campanha tem como tema “Casa comum, nossa responsabilidade”, e propõe um debate sobre o saneamento básico no país.

O lixão de Patos foi escolhido como local para realização do evento pois os organizadores queriam chamar a atenção para os problemas envolvendo a falta de um aterro sanitário e da coleta seletiva bem como para as condições em que vivem as pessoas que trabalham com reciclagem. Representantes de 21 dioceses e bispos dos estados da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte e Alagoas, que fazem parte da Regional 2 da CNBB, estiveram presentes durante a missa.

“Para se ter uma ideia, somente 51% da população do território nacional tem saneamento básico. Tratar bem da água e de todo o complexo da segurança hídrica é proporcionar saúde e isso está à cargo dos poderes públicos, mas também da nossa corresponsabilidade. Essa avaliação é a meta que queremos alcançar: educação para a fraternidade e para convivência no espaço da co-cidadania”, disse o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto.

Maria Nilma, presidente da Associação dos Catadores do Município de Patos (Ascap) elogiou a iniciativa que levou centenas de pessoas para conhecer a realidade de quem tira o próprio sustento a partir do lixo. “Tem muita gente de grande importância aqui, muitas autoridades que precisam ver que a gente só precisa de um balcão para começar a trabalhar e sair dessa vida desumana. O catador ele não vive, ele passa pela vida. Ele come uma vez no dia, à noite, porque a gente não tem condições de se alimentar aqui com tanta mosca e mal cheiro”, falou Maria Nilma.

O lema da CF 2016 é “Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca”. A proposta da ação é estimular na sociedade o conhecimento da realidade local deste serviço e incentivar o consumo responsável dos recursos naturais. A abertura em Patos aconteceu dias após a campanha ter sido lançada oficialmente, em Brasília, na sede da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A CF 2016 também é promovida pelo Conselho Nacional de Igrejas Cristãs (Conic).

Sobre o tema
Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar (Pnad), 40 mil domicílios na Paraíba não dispunham de rede de esgotamento sanitário até dezembro de 2014. Entre os males que afetam a população em decorrência de esgotos lançados livremente nas ruas e em cursos de água estão a leptospirose, amebíase, além da diarreia, que afeta sobretudo crianças. No ano passado, dez crianças com menos de um ano de vida morreram na Paraíba em virtude da diarreia, segundo o Departamento de Informatica do SUS (DataSUS).

O representante da Arquidiocese da Paraíba responsável pela divulgação da CF 2016, padre Egídio de Carvalho, explica que a igreja quer chamar a atenção das pessoas e das autoridades para as violações à natureza e, dentro desse contexto, a falta de saneamento básico que tem gerado muitos problemas. “Essa casa comum que está sendo ameaçada é o nosso planeta e, em meio a essa situação, a população sofre com falta de água potável, exposição a doenças pela falta de esgotamento sanitário e coleta de lixo”, disse o padre Egídio de Carvalho.

DIÁRIO DO SERTÃO com G1PB

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