Saúde
24/11/2016 às 09h49

postado por: Priscila Belmont

Dia Mundial de Luta Contra a Aids alerta para o cumprimento de meta até o ano 2030

O laço vermelho passou a ser usado como símbolo dessa luta a partir de 1991. Ele foi criado como uma forma de homenagear todas as pessoas que sofrem e morrem em decorrência da doença.

O Dia Mundial de Luta Contra a Aids será comemorado no próximo dia 1º de dezembro, quando será aberto o “Dezembro Vermelho”, que, neste ano, tem como foco o cumprimento da meta 90-90-90 até o ano 2030. De acordo com a meta, deverão ser diagnosticadas, precocemente, 90% das pessoas que têm HIV e informá-las que têm o vírus; destas, 90% serão tratadas e 90% das pessoas tratadas deverão estar com baixa replicação (multiplicação) do vírus.

Para comemorar a data, no próximo dia 4 de dezembro, das 8h às 13h, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde – SES, ofertará, no Parque Solon de Lucena (Lagoa), testes rápidos de HIV, sífilis, hepatites B e C, gratuitamente. Ainda dentro da campanha, o Governo está disponibilizando para todos os municípios material gráfico, camisas, cartazes e banners. E também dois milhões de camisinhas; 500 mil unidades de gel lubrificante e 200 mil preservativos femininos.

Além de todas estas ações, a Secretaria estimula para que todos os equipamentos de saúde sejam iluminados na cor vermelha e decorados com os laços que significam solidariedade às pessoas vivendo com HIV ou Aids.

Para a gerente operacional das IST/Aids/Hepatites Virais da SES, Ivoneide Lucena, uma outra preocupação durante todo o mês será alertar as pessoas sobre uma realidade triste que ainda persiste: a Aids ainda mata. Em 2016, até o início do mês de novembro, morreram 106 pessoas na Paraíba, o que dá uma média de quase 10 mortes por mês. No ano passado, neste mesmo período, 150 pessoas morreram.

“A cronicidade da doença fez as pessoas perderem o medo e isso é algo muito preocupante, pois é bom que fique bem claro que os efeitos dos remédios são devastadores: gordura localizada nas costas e no abdômen; redução da musculatura das nádegas, coxas e faces; alucinações; diarreia constante; problemas cardíacos; câncer e problemas psiquiátricos”, falou.

Ivoneide lembrou ainda sobre outra questão preocupante em relação à Aids que é a falta de cuidados por parte dos jovens. “Eles não se cuidam; não se previnem e são muito ligados a padrões de beleza. Acham que uma pessoa bonita, malhada, não oferece nenhum risco e, muitas vezes, já tem relações sexuais sem camisinha logo no primeiro encontro. E é justamente aí onde mora o perigo”, alertou.

Nos últimos anos, vem aumentando consideravelmente o número de casos de Aids em pessoas na faixa etária entre 15 e 39 anos de idade. Por conta disso, este ano, o slogan do “Dezembro Vermelho” será “Esse risco você não vê. Previna-se sempre.”

De acordo com Ivoneide, a partir de 2015, estão sendo feitos diagnósticos de forma diferenciada: pessoas só com HIV e pessoas já com Aids. Só com HIV não pega as doenças oportunistas, a exemplo de tuberculose, pneumonia, hepatites e outras DSTs. O objetivo é a supressão viral, ou seja, suprimir a carga viral. Dessa forma, corta a cadeia de transmissão do vírus HIV.

Até o dia 7 de novembro deste ano, na Paraíba, eram 300 casos só com HIV. Já com Aids, são 258 casos.

Teste Rápido – Para quem já passou por uma situação de risco (sexo anal ou oral ou vaginal, sem camisinha; acidente de trabalho com material perfuro-cortante) deve fazer o teste rápido, disponível em todos os 223 municípios paraibanos, que é 100% confiável. O resultado sai em 30 minutos. Há ainda o aconselhamento psicológico pré e pós-teste.

Caso dê reagente, o usuário será encaminhado para os serviços especializados onde fará exames laboratoriais e deverá passar por um infectologista para iniciar o tratamento com antirretrovirais, disponibilizados no SUS.

Serviços de atendimento – Na Paraíba, há serviços especializados para o tratamento de pessoas vivendo com Aids, em sete municípios: João Pessoa (Serviços de Assistência Especializada – Sae – do HU; Clementino Fraga e no Centro de Testagem e Aconselhamento – CTA, que fica dentro do antigo Pam de Jaguaribe); Campina Grande (Sae municipal e do HU); Sae de Cabedelo, Santa Rita e Patos e nos CTAs de Pombal e Princesa Isabel.

Dia Mundial de Luta Contra a Aids – A data foi criada em 1987, pela Assembleia Mundial de Saúde, juntamente à Organização das Nações Unidas (ONU), como uma forma de conscientizar a população sobre a doença. Apesar de hoje a grande maioria da população conhecer as formas de transmissão e entender que não existem grupos de risco, muito preconceito envolve os portadores de HIV. Sendo assim, a data funciona até hoje como uma forma de diminuir a discriminação e de quebrar muitas concepções erradas sobre a Aids.

O laço vermelho passou a ser usado como símbolo dessa luta a partir de 1991. Ele foi criado como uma forma de homenagear todas as pessoas que sofrem e morrem em decorrência da doença.

Formas de transmissão – A Aids pode ser transmitida por meio de relação sexual, contato com sangue contaminado pela transfusão ou compartilhamento de seringas, por exemplo, e da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou aleitamento. Percebe-se, portanto, que um abraço, um beijo ou um carinho, por exemplo, não são responsáveis pela transmissão do vírus. Sendo assim, não há motivos para evitar o contato com os soropositivos. Além disso, é importante frisar que o HIV não escolhe suas vítimas pelo sexo, orientação sexual ou idade.

No dia 1º de dezembro é importante que todos realizem uma reflexão a respeito de solidariedade, amor ao próximo e compaixão. É importante que cada um reveja sua postura em relação aos soropositivos e também utilize esse momento para informar-se a respeito da doença e de como ela pode ser evitada. O preconceito e a falta de informação são os principais problemas enfrentados pela luta contra a AIDS.

A Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (Aids) é uma doença provocada pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), que ataca o sistema imunológico do doente, mais precisamente os linfócitos T CD4+, e provoca uma alteração no mecanismo de defesa do corpo, ocasionando o surgimento mais frequente de doenças.

Nem sempre uma pessoa portadora do HIV está com Aids. Dizemos que o paciente está com a doença apenas quando os sintomas surgem.

Secom

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