Saúde
26/11/2016 às 16h47 • atualizado em 26/11/2016 às 23h09

postado por: Priscila Belmont

Cajazeiras já registrou esse ano 203 casos de Calazar. Ano passado foram 271 casos até o mês de dezembro

Este ano não foi registrado nenhum caso de Calazar em humanos. Em 2015 foram 271 casos de Leishmaniose até dezembro, sendo 11 em humanos.

Isabela Cartaxo, coordenadora do Núcleo de Zoonoses de Município de Cajazeiras

Continua Registrado um número muito elevado de Leishmaniose (Calazar). Segundo a coordenadora do núcleo de Zoonoses do município, a veterinária Isabela Cartaxo, o exame foi positivo em 203 cães
Segundo ela, a cidade de Cajazeiras é uma área endêmica, em função do grande número de mosquito voando e consequentemente transmitindo a doença.

Quando o exame é positivo em um animal, os demais que ficam próximo nas residências próximas também tem o sangue coletado e em caso de positivo, são sacrificados, além de um trabalho de borrifamento que é feito, com o objetivo de eliminar os mosquitos.

A notícia boa é que este ano não foi registrado nenhum caso de Calazar em humanos. Ano passado foram 271 casos até o mês de dezembro, sendo 11 em humanos, que resultaram em duas mortes.

Um problema que deve contribuir para a transmissão da doença é o grande número de cães que vivem nas ruas da cidade , sem um dono. O município não conta com um canil. Quem faz hoje o recolhimento dos cães com suspeita de Calazar e os que ficam as residências próximas a animais que foram diagnosticados com a doença, além de cães que moram nas ruas com sintomas da doença é Eliézer Querino, de forma terceirizada. Ele inclusive está construindo um canil, para ampliar esse trabalho.

Calazar:

Também conhecida como Leishmaniose, que durante muito tempo era restringida ao protozoário, que é o seu causador, através do mosquito – palha transmissor direto aos animais que se tornam hospedeiros definitivos principalmente os roedores.

A doença compromete os órgãos viscerais, principalmente o fígado, o baço e a medula óssea. O Calazar costuma se propagar nas regiões rurais sendo comum no nordeste brasileiro. Nos centros urbanos essa doença começa a ser uma ameaça devido à grande quantidade de animais soltos nas ruas.

Com a proliferação da doença e o não tratamento adequado essa doença tende a se manifestar e crescer. Vale lembrar que a doença não se transmite entre animais, pessoas ou cachorro para pessoas e vice-versa, sendo transmitido apenas pela picada do mosquito fêmea infectado.

A pessoa infectada passa a se sentir febril, cansado, nota um aumento de volume em seu fígado e seu baço, com a evolução da doença surge anemia, hemorragias nasais, gengivais e intestinais, queda dos cabelos entre outros sintomas e sinais. A morte poderá sobrevir por distúrbios respiratórios, circulatório e etc.

O Calazar faz cerca de 500 mil vítimas a cada ano em todo o mundo. Para prevenir o Calazar é necessário combater ao inseto adulto e aos criadouros, com inseticidas, o uso de telas na janelas, o uso de repelentes para impedir as picadas do mosquito-palha, o principal é evitar circular em ambientes de mata fechada. Lembrando sempre que essa doença é visceral, o que implica no agravamento do quadro quando os sintomas não são diagnosticados precocemente.

Fonte: Jornal Gazeta do Alto Piranhas

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