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Sem combustível em ambulância, bebê morre à espera de transporte

Os pais da menina chegaram a oferecer dinheiro para colocar combustível no veículo.

Por Luzia de Sousa

18/06/2017 às 08h35 • atualizado em 17/06/2017 às 09h46

Faltou combustível (foto ilustrativa)

A morte de uma menina de 1 ano na cidade de Joinville, em Santa Catarina, chocou amigos e parentes da família que aguardaram mais de 15 horas para fazer a transferência da criança de Mafra, onde ela deu entrada com sintomas de pneumonia. Segundo a família, faltou combustível na ambulância que faria o transporte.

Os pais da menina chegaram a oferecer dinheiro para colocar combustível no veículo, mas os técnicos teriam negado. Heloísa deu entrada no Hospital São Vicente de Paulo, de Mafra, na última quarta-feira, 7. Na quinta-feira, 8, o quadro clínico da menina piorou e o médico pediu a transferência para o Hospital Infantil de Joinville, a 135 quilômetros de distância. No entanto, na hora de fazer o transporte a ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município estava sem combustível.

No desespero, conseguiu-se acionar a ambulância de Rio Negrinho, cidade vizinha, mas a equipe de plantão estava incompleta e não tinha médico para acompanhar a transferência. Durante a espera, o quadro de Heloísa piorou e ela precisou ser estabilizada no hospital de Mafra. Os médicos tentaram então acionar o helicóptero da Polícia Militar, mas o mau tempo não permitiu condições de voo.

Já na madrugada de sábado, uma ambulância de Canoinhas, também na região, acabou levando a menina até Jaraguá do Sul, de onde outro veículo completou o trajeto até Joinville. Depois de mais de 15 horas, Heloísa foi internada na UTI do Hospital, onde sobreviveu por mais 12 horas até ir a óbito.

O tio da menina gravou um vídeo que circula pelas redes sociais e afirma que houve negligência por parte do Estado. “Improbidade, negligência, imprudência, imperícia. Nós estamos protestando neste vídeo. Nós não queremos que outras famílias passem por este mesmo sofrimento, por esta mesma negligência.”

A Polícia Civil foi acionada e investiga o caso. A Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), responsável pela administração do Samu, vai se manifestar após a apuração dos fatos.

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