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Diretor do HUJB fala da morte da criança e diz: ‘Médicos não querem trabalhar em Cajazeiras por pressão’ Vídeo

"o que ocorre é infelizmente a mãe ofertou alimento a criança não seguindo orientação médica", afirmou o diretor

Por Luzia de Sousa

03/05/2016 às 16h42 • atualizado em 04/05/2016 às 16h01

O diretor administrativo do Hospital Universitário Júlio Bandeira, Marcelo Pinheiro, em entrevista ao Diário do Sertão nesta terça-feira (3), explicou o caso que terminou com a morte da pequena Laiane Fernandes Tavares, 4 meses. Marcelo Pinheiro disse que a palavra negligência não define o HUJB, pois não tem desleixo com o atendimento nem omissão com os usuários.

Ele explicou que a criança chegou ao hospital na noite do domingo (1), tomou soro e a mãe foi orientada a ir para casa. “Ela voltou com a mesma queixa ontem [segunda], a médica colocou em observação e solicitou alguns exames”.

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O diretor assegurou que o resultado dos exames não apontava nenhuma infecção. “A primeira orientação que a médica fez: não desse nenhum alimento a criança até o fechamento do diagnóstico, o que ocorre é infelizmente a mãe ofertou alimento a criança não seguindo orientação médica. Os familiares não seguiram orientação médica. Era dieta zero.”, justificou o diretor.

De acordo com Marcelo Pinheiro, após a alimentação, a menina broncoaspirou e entrou em um processo cardiorespiratório. “Já estava agendado no Hospital Regional uma ultrossonografia e a avaliação de um cirurgião”, explicou ele.

Marcelo falou sobre morte da menina de 4 meses

Marcelo falou sobre morte da menina de 4 meses

Para o diretor, o hospital não negligenciou atendimento a Laiane Fernandes, e assegurou que é inverdade a denúncia de negligência médica no HUJB.

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Ele falou da grande demanda que chega ao HUJB e da dificuldade com a celeridade dos atendimentos, além da ‘intolerância social’ com a unidade de saúde. O diretor afirmou que as UBS de toda região não estão atendendo criança, sobrecarregando o hospital.

“São mais de 15 mil atendimentos de janeiro ao início deste mês de maio. É inconcebível prestar um atendimento de qualidade”, lamentou Marcelo

O diretor revelou que tem profissionais médicos que não querem trabalhar em Cajazeiras porque a população é incompreensível. “Ninguém quer perder, ninguém quer perder seu ente e incompreensíveis também porque não querem esperar. Profissionais bons já saíram do nosso hospital porque não suportam essa pressão social de forma até desleal com o nosso atendimento”, disse ele

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