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Bolsonaro será operado nesta segunda-feira em São Paulo; entenda

Presidente vai passar por procedimento para retirada da bolsa de colostomia. Relembre como foram as outras duas cirurgias desde o atentado em setembro.

Por G1

27/01/2019 às 07h26

O presidente Jair Bolsonaro (Foto: EVARISTO SA/AFP/GETTY IMAGES)

O presidente Jair Bolsonaro tem programada para segunda-feira (28) a cirurgia para retirada da bolsa de colostomia que carrega desde setembro do ano passado, quando foi operado após receber uma facada de Adélio Bispo de Oliveira durante campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). Esta será a terceira cirurgia à qual Bolsonaro será submetido desde o atentado.

A cirurgia é necessária para reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia que foi colocada na cirurgia realizada na Santa Casa de Juiz de Fora.

O presidente viaja na manhã deste domingo (27) para São Paulo, onde ficará internado para a cirurgia no Hospital Albert Einsten. Durante o dia, Bolsonaro deverá ser submetido a exames pré-operatórios e ficar em repouso. A cirurgia está prevista para as 6h da segunda-feira e será comandada pelo gastroenterologista Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo.

Neste tipo de cirurgia, que costuma durar de três a quatro horas, os médicos retiram a bolsa de colostomia e ligam novamente as partes do intestino grosso que estavam separadas pela bolsa. O prazo de recuperação pode ser de dez dias.

O porta-voz do governo, Otávio Santana do Rêgo Barros, afirmou que o gabinete da Presidência da República será transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo, enquanto o presidente Jair Bolsonaro estiver se recuperando de cirurgia para retirada da bolsa de colostomia.

Durante a cirurgia de Bolsonaro e por 48 horas após o procedimento, o vice-presidente, Hamilton Mourão, assumirá a Presidência e o comando do Palácio do Planalto.

Bolsonaro chegou ao hospital por volta das 15h40 do dia 6 de setembro de 2018 perdendo muito sangue por causa do ferimento e foi submetido a uma cirurgia de urgência chamada laparotomia exploradora. No procedimento, o abdômen é aberto para que a cirurgia possa corrigir as lesões.

O procedimento detectou que o intestino grosso foi transfixado pela faca e que houve também três lesões no intestino delgado. A facada atingiu ainda ramos de uma veia e uma artéria do abdômen. Foi retirada a parte lesada do intestino grosso, e o intestino delgado foi costurado.

Os médicos fizeram uma colostomia temporária, procedimento que conecta o intestino a uma bolsa fora do corpo, evitando que as fezes passem e possam causar uma infecção no local onde foi tratada a perfuração.

Cinco cirurgiões e dois anestesistas trabalharam na operação. Durante o procedimento, Bolsonaro precisou receber quatro bolsas de sangue em transfusão. A cirurgia durou cerca de duas horas e terminou por volta das 19h40. Em seguida, Bolsonaro foi levado entubado e sedado para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

No dia seguinte, Bolsonaro foi transferido para o hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Segunda cirurgia
No dia 9 de setembro o boletim médico apontou que Bolsonaro tinha uma leve anemia. No dia 12 de setembro, a alimentação oral foi suspensa. À noite, Jair Bolsonaro foi operado pela segunda vez. Os médicos reabriram o corte da primeira cirurgia e encontraram a obstrução em uma alça do intestino delgado, que fica na parte esquerda do abdômen. Ela foi provocada por aderências em áreas inflamadas das paredes do intestino.

Nesse lugar, a passagem do suco entérico – que vem do estômago – ficou interrompida e o líquido começou a se acumular. Isso fez a pressão aumentar e rompeu os pontos que fechavam um dos cortes provocados pela facada. Um pouco do líquido vazou.

Fonte: G1 - https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/2019/01/27/bolsonaro-sera-operado-nesta-segunda-feira-em-sao-paulo-entenda.ghtml

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