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“Mendigata” atrai atenções de pedestres: “está se perdendo nas drogas”

"Meu sonho é arrumar um trabalho para poder voltar a ter uma vida normal e cuidar da minha filha" disse Jéssica

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19/10/2014 às 12h57


      Viciada em tíner, Jéssica vive em rua do Centro: entre os pertences, fotos da filha, roupas e bicho de pelúcia ‘Pet’ – Gustavo Stephan

Na noite de 15 de outubro, a capixaba Jéssica Pinto da Luz completou seu 22º aniversário. Não recebeu flores, regalos nem abraços de amigos. Moradora de rua, a jovem foi presenteada apenas com um copo d’água oferecido pelo porteiro que trabalha no edifício de número 479 da Avenida Amaral Peixoto, próximo de onde fixou residência, segundo ela, desde fevereiro. Com 1,74m, 55 quilos, olhos castanhos claros, rosto delicado e cabelos ruivos até a altura do ombro, Jéssica, com sua beleza, chama a atenção dos pedestres do bairro, que a apelidaram de “mendigata” e “Gisele Bündchen”.

— Ela é uma menina linda, inteligente e dócil, mas infelizmente está perdendo a luta contra as drogas. Torço para que consiga se libertar desse vício e possa um dia sair das ruas — deseja o porteiro José Aldir dos Santos (a quem Jéssica chama de coroa), que sempre que pode dá comida e conselhos à jovem.

O vício em tíner, como a própria admite, a fez perder a guarda da filha mais velha, em 2009. Agora, diz que luta para que o mesmo não aconteça à caçula, de 1 ano e 1 mês, que ficou com a irmã dela em Sorocaba (SP), onde morava, antes de vir para o Rio tentar um emprego.

— Meu sonho é arrumar um trabalho para poder voltar a ter uma vida normal e cuidar da minha filha — disse Jéssica, enquanto segurava um álbum de fotos da menina, que nascera prematura, aos 6 meses.

Jéssica contou que antes de optar pelas ruas de Niterói, trabalhou em Copacabana como balconista e, depois, como prostituta, época em que, diz a jovem, conseguia pagar o aluguel de um apartamento no bairro carioca.

Em nota, a prefeitura afirma que “a jovem não se encontra mais no local e está sendo acompanhada desde quinta-feira pelas equipes de assistência social e saúde”. Jéssica diz que tem passado os dias no abrigo municipal Florestan Fernandes, no Centro, e que, à noite, volta às ruas para dormir.

O Globo

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