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Quantidade de energia furtada na PB é o suficiente para abastecer João Pessoa por um mês

Conta de energia é encarecida com aumento dos furtos de energia na Paraíba.

Por Luzia de Sousa

03/07/2018 às 07h04

Energisa comunica manutenção de rede

A perda não técnica proveniente do furto de energia na Paraíba, nos últimos doze meses, é o suficiente para abastecer a cidade de João Pessoa por um mês. De acordo com Felipe Costa, gerente da concessionária de energia da Paraíba, a Energisa, o furto equivale a cerca de 2,9% da energia produzida no estado.

A gerência da Energisa fez um estudo que mostra o impacto do “gato” na conta de energia. Nos últimos doze meses, cerca de dez mil “gatos” foram encontrados na Paraíba. Em dinheiro, essa quantidade de furto de energia pode chegar a R$ 86 milhões de prejuízo no faturamento.

Em um ano, 104 pessoas foram presas furtando energia na Paraíba. Só em 2018, o número já chega a 43 prisões. De acordo com o Código Penal, o furto de energia é um crime que permite o pagamento da fiança, portanto, dificilmente as pessoas ficam presas, mas a pena pode chegar a oito anos de prisão.

Essa perda não técnica de energia, provocada pelos “gatos”, atinge a conta de energia da população abastecida legalmente. Parte do prejuízo, conforme explica Felipe Costa, está contido na tarifa de energia.

“Fazemos questão de mostrar que é um problema social. A gente pede o apoio da própria população e do poder público”, este último, segundo Felipe, também afetado pelo furto. Ele explica que o Governo deixa de arrecadar pelo menos R$ 23 milhões de ICMS.

Áreas dos furtos
O Centro de Inteligência e Combate a Perda (Cicop), de acordo com Felipe Costa, monitora em tempo real o comportamento da energia furtada x energia fornecida. No entanto, não é possível cravar qual bairro apresenta essa característica do furto com mais frequência. “É muito dinâmico. Quando encontramos, vamos lá e combatemos, mas a área continua sendo monitorada”, explicou o gerente.

Por outro lado, Felipe esclarece que os furtos de energia não acontecem apenas em áreas mais humildes. “Em comércios, grandes residências e até indústrias estão dentro das áreas já identificadas, mas não existe um perfil pré-estabelecido”, frisou.

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