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Hospital de Trauma de JP alerta sobre riscos dos fogos de artifícios no período junino

“O melhor caminho é a prevenção, mas não devemos demonizar os fogos", disse o médico.

Por Luzia de Sousa

14/06/2019 às 08h58

Prefeitura quer gastar quase 90 mil reais com compra de fogos de artifício.

As fogueiras e fogos de artifício são tradições dos festejos juninos, porém se não forem manuseados com prudência podem oferecer consequências para vida inteira. Por isso, a prevenção com relação aos fogos de artifício é o foco da campanha de queimaduras deste ano, no Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa. O objetivo é massificar a importância da prevenção.

De acordo com o coordenador da Unidade de Tratamentos de Queimados, Saulo Montenegro, houve um aumento substancial com relação às vítimas dos fogos de artifício – em comparação com dados de 2018 (67) e 2017 (19), a ampliação foi de 300%. “A Copa do Mundo contribuiu para este aumento, mas para evitar, que esses números permaneçam ou cresçam, vamos alertar a sociedade sobre a importância da prevenção e dos perigos de manusear fogos de artifícios. Para se ter uma ideia, nestes primeiros 11 dias, já deram entrada na UTQ, três crianças, sendo que duas delas estão mutiladas”, completou.

O médico ainda alertou que muitas dessas pessoas acometidas por queimaduras de fogos de artifício podem sair do mercado de trabalho por causa de sequelas permanentes nas mãos ou perda de dedos, além de queimaduras graves. “O melhor caminho é a prevenção, mas não devemos demonizar os fogos. Vale ressaltar que estes produtos devem respeitar a faixa etária recomendada pelo fabricante. Além disso, não se deve soltá-los perto de redes elétricas e de crianças, já que elas representam em torno de 40% das entradas de vítimas de fogos”, frisou.

É o que relata a dona de casa, Vânia Silva, que está com seu filho interno na unidade de saúde devido a queimadura por fogos. “Meu filho estava brincando, perto de casa, com os amigos, quando conseguiu comprar a bomba. Ele a colocou dentro de um cano, que acabou estourando e metade da pólvora pegou na mão dele. Só não perdeu a mão, porque metade do artefato caiu do outro lado”, contou.

Durante este período, funciona no Hospital de Trauma, referência para estes casos na Paraíba, o disque-queimados. Através do número 3216-5700, a população pode receber informações sobre as medidas até chegar a unidade hospitalar. E durante as festas tradicionais, a instituição estará com uma equipe multidisplinar reforçada para atender todos os casos.

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