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Governo do Estado da Paraíba articula instituições para criação de polo de inovação na cidade de Sousa

O município de Sousa, no Sertão da Paraíba, deverá ganhar em breve um polo de tecnologia e inovação.

Por Luzia de Sousa

18/06/2019 às 15h00

Governo articula instituições para criação de polo de inovação em Sousa

O município de Sousa, no Sertão da Paraíba, deverá ganhar em breve um polo de tecnologia e inovação. Representantes do Governo do Estado e do Município, de instituições acadêmicas de ciência e tecnologia, da classe política, da sociedade civil organizada e do setor produtivo se reuniram nesta segunda-feira (17) no auditório do Instituto Federal da Paraíba, naquele município, para articulação de um polo voltado para inovação e desenvolvimento sustentável. O projeto é uma iniciativa do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Educação e da Ciência e Tecnologia, que convidou as instituições para apresentar o projeto do polo de inovação.

O anúncio dessa articulação foi muito bem recebido por todos os setores envolvidos, que aplaudem a interiorização do desenvolvimento tecnológico na Paraíba. Estiveram presentes à reunião o secretário-executivo de Estado da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Claudio Furtado; deputado estadual Buba Germano, presidente da Frente Parlamentar de Ciência, Tecnologia e Inovação; o prefeito de Sousa, Fábio Tairone; o vice-prefeito de Sousa, Zenildo Oliveira, também representando o deputado estadual Lindolfo Pires; o gerente do Sebrae em Sousa, Antônio Felinto; o diretor do IFPB – campus Sousa, Francisco Cicupira; e o representante da sociedade civil organizada, César Nóbrega.

Conforme o secretário-executivo de Estado da Ciência e Tecnologia da Paraíba, Cláudio Furtado, a característica do polo centralizado em Sousa é unir as diversas áreas para construir o polo: “Em Sousa, temos a vertente do turismo direcionado à paleontologia já ditada pelo Monumento Natural Vale dos Dinossauros, mas temos outras vertentes que devem ser exploradas como a indústria agro-alimentícia, da produção agropecuária; em especial, nas cidades circunvizinhas, de forma a incluí-las como um arranjo produtivo local nesse polo de inovação”, explicou Furtado.

O prefeito de Sousa, Fábio Tairone, reafirmou a integração de Sousa nesse projeto. “Sousa se filia com relevância a essa causa; temos muitas vertentes a serem exploradas, todas necessitam de ciência e tecnologia e eu estou muito feliz com essa discussão durante todo o dia”, ressaltou.

A iniciativa é “uma conquista imensurável” na visão do advogado sousense César Nóbrega, representante da sociedade civil: “Estamos recuperando o que perdemos há muito tempo. Sousa foi o primeiro centro de pesquisa da área seca do mundo, criado em 1934, por José Augusto Trindade. No decorrer dos anos, perdemos esse instituto, mas depois foi recuperado e ganhou o nome de seu fundador. Cláudio Furtado teve a sensibilidade em ouvir o Comitê de Energia Renovável do Semiárido para criarmos aqui um instituto de pesquisa do Vale dos Dinossauros, cuja ideia está no bojo do polo de inovação tecnológica. Não se caminha para uma política de desenvolvimento sem a ciência. E essa região é riquíssima, um laboratório a céu aberto. E somos nós que temos que manter vivo o bioma Caatinga”.

O deputado Buba Germano apresentou o projeto de sustentabilidade da Frente Parlamentar de Ciência e Tecnologia e demonstrou a importância de aliar a inovação à atividade produtiva. “Nós já nos posicionamos contra os cortes orçamentários às universidades e temos que interiorizar a discussão porque não podemos permitir que os campi do interior sejam prejudicados”, afirmou. E acrescentou: “Não podemos falar de sustentabilidade sem estarmos focados nas universidades e nas escolas públicas com esse tema. (…) Chegar ao interior e territorializar essa discussão, apresentando a dinâmica para toda a região”.

O tema da economia criativa foi levado ao debate por Antônio Felinto, gerente do Sebrae em Sousa: “É uma grande oportunidade para toda a região do Vale de trabalhar para consolidar o desenvolvimento; não só em termos do que vai aglutinar, instituições de Ciência e Tecnologia, instituições do setor privado e as três instâncias de governo. Isso propicia um ambiente instigante que abre espaço para a investigação científica e também para ações que vão fortalecer o que o Vale tem de melhor”.

Francisco Cicupira, diretor do IFPB – Campus Sousa, parabenizou a mobilização de todos os palestrantes que levaram temas positivos dentro de suas áreas sobre o tema. “Estamos vivendo um ‘insight’ nesse momento, com as instituições públicas, as instituições responsáveis que fomentam essa economia criativa apoiada pelo Sebrae, juntas, em um processo de cooperação, para sonharmos com o futuro vivendo o presente”.

A reunião encerrou com a apresentação do Programa Centelha-PB, apresentado por Suellen Finizola, técnica da Fundação de Apoio à Pesquisa da Paraíba (Fapesq), e integrante da Comissão Executora do Centelha na Paraíba. O Centelha é um programa de incentivo para o empreendedorismo direcionado para quem tem ideias inovadoras que ainda não saíram do papel. As inscrições podem ser feitas pelo site: www.programacentelha.com.br.

DIÁRIO DO SERTÃO com Assessoria

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