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Alunos da Escola de Audiocomunicação conhecem o mar e vivem manhã de inclusão

A ação foi proporcionada pelo Governo do Estado, por meio de diversos órgãos, e havia sido garantida durante visita da primeira dama do Estado.

Por Luzia de Sousa

24/11/2019 às 11h32

Alunos da Escola de Audiocomunicação conhecem o mar

Os alunos da Escola de Audiocomunicação Demóstenes Cunha Lima, de Campina Grande – única no Nordeste no modelo cidadã em tempo integral para surdos – tiveram oportunidade de viver uma manhã diferente neste sábado (23), muitos dos quais viram e tomaram banho de mar pela primeira vez. A ação foi proporcionada pelo Governo do Estado, por meio de diversos órgãos, e havia sido garantida durante visita da primeira dama do Estado, Ana Maria Lins, à escola, juntamente com a diretora do Museu Casa José Américo e co-coordenadora do Projeto Acesso Cidadão ao Lazer, Esportes Arte e Cultura, Janete Rodriguez.

Ana Maria Lins lembrou que durante a visita à escola foi feito o convite aos alunos e professores para conhecerem o projeto que funciona na praia do Cabo Branco, em João Pessoa, em frente à Fundação Casa de José Américo. ‘’Essa é uma forma de promover a inclusão dessas crianças e adolescentes e dar oportunidades para que elas vivam novas experiências e possam também interagir com outras pessoas com deficiência’’, ressaltou.

A co-coordenadora do Projeto Acesso Cidadão ao Lazer, Esportes Arte e Cultura, Janete Rodriguez, observou que as crianças e adolescentes da Escola de Audiocomunicação Demóstenes Cunha Lima viveram ‘’uma manhã maravilhosa, numa alegria esfuziante’’, participando das diversas atividades do projeto com toda estrutura e assistência.

Erica Santana, gerente da 3ª regional de Educação, disse que este sábado foi um dia emocionante para todos, principalmente para quem faz educação. ‘’Eles estão emocionados e eu mais ainda porque muitos não conheciam o mar e esse é um momento único, uma inclusão maravilhosa que eles estão tendo. Essa é uma forma de torna-los cidadãos’’, afirmou

O coordenador do AC Social, Genilson Lima, lembrou que passou mais de 20 anos para poder entrar no mar por ser cadeirante e disse que nesse momento teve a sensação de liberdade. Por isso, classificou como fantástico ver as crianças e adolescentes entrarem pela primeira vez no mar. ‘’A alegria deles transborda meu coração. Isso aqui é um remédio social, onde a gente adquire mais força e mais vontade de viver’’, ressaltou.

A secretária do Desenvolvimento Humano, Neide Nunes, destacou que o Governo do Estado vem fortalecendo em todo esse ano de 2019 a política da pessoa com deficiência, sobretudo na perspectiva da inclusão social. ‘’Hoje é um dia muito importante para essas pessoas, porque dá nova oportunidade de sonhos, de novos horizontes’’, comentou, adiantando que a perspectiva para 2020 é ampliar esse acesso, ‘’essa oportunidade de viver novas experiências para que as crianças e adolescentes cresçam de forma inclusiva e que a sociedade passe a enxergar que o lugar da pessoa com deficiência é onde ela quer estar, onde de fato deve estar, junto com a sociedade tendo as mesmas oportunidades que qualquer pessoa deve ter’’.

Simone Jordão, presidente da Fundação Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Funad), expressou sua emoção ao ver as crianças e adolescentes surdas entrando no mar pela primeira vez. ‘’O que a gente precisa, em relação a essas pessoas com deficiência, é dar oportunidades. Isso é uma oportunidade, a gente está abrindo portas para que essas crianças e adolescentes possam conhecer o mar. É uma honra muito grande, enquanto órgão do Governo do Estado. Trazê-los para conhecer o mar é muito importante, inclusive para que eles conheçam como é importante a acessibilidade”. Ela comentou que a primeira preocupação foi garantir a comunicação deles, explicar o que era o projeto e dizer que eles teriam apoio para entrar no mar. ‘’Eles estão aqui com toda segurança e apoio para que tenham acesso a uma coisa tão importante que são as atividades recreativas , esportivas e acesso à cultura’’, afirmou. E lembrou que este ano a escola se transformou em cidadã integral com toda uma metodologia diferente: ‘’Essas crianças e adolescentes estão tendo muitas oportunidades esse ano, com acesso a uma educação integral, de qualidade, e passeios como esse que dá oportunidade de estarem interagindo com outras pessoas com deficiência também’’.

MSN

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