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Dr Ronaldo Beserra reforça campanha contra o Ensino a Distância para formar profissionais de enfermagem

O Cofen lançou a campanha em favor da qualidade do ensino, contra o EAD na graduação e na formação de técnicos em Enfermagem.

Por PORTA DIÁRIO com Cofen

03/08/2018 às 09h28 • atualizado em 03/08/2018 às 09h46

O Sistema Cofen/Conselhos Regionais de Enfermagem, lançou uma campanha contra o ensino a distância na Enfermagem, em defesa do serviço prestado em centenas de instituições de saúde e da qualidade de vida de milhões de brasileiros.

Intitulado como ‘Nada Substitui a Presença’, a campanha vem crescendo e se unindo junto a sociedade e os profissionais da área da saúde, para mudar essa realidade.

O Conselheiro Federal, Dr Ronaldo Miguel Beserra, falou sobre essa temática, e afirmou o seu compromisso: “O ensino a distancia é totalmente prejudicial para o profissional. Sem o contato pessoal, não existe bom profissional. O Cofen é contra essa prática, não se pode formar um profissional apenas com suposições, sem a vivencia cotidiana com o paciente e a sua necessidade”, disse ele.

Ronaldo Beserra, Conselheiro Federal do COFEN

Para Ronaldo, a formação de um bom profissional está na atuação diária, com professores capacitados, ensino dentro de unidades de saúde, estruturas físicas e laboratoriais adequadas e dentro do padrão MEC: “O profissional precisa aprender junto ao professor”, pontua o Conselheiro.

Campanha do Cofen contra o EaD

Confira alguns dos motivos dos quais o Cofen é contra a formação a distância
O Cofen tem como missão garantir assistência de Enfermagem à população livre de riscos, imperícia, negligência, imprudência e, por isso, entende que:

Conhecimentos teórico-práticos e habilidades relacionais são indispensáveis para exercer a Enfermagem e não podem ser ensinados a distância.

Na educação EaD, o profissional não tem o contato mínimo necessário para cuidar da clientela.

Polos de apoio presencial são mantidos sem leitos hospitalares e sem aprendizagem de assistência de Enfermagem de alta complexidade em pacientes em estado crítico.

Cursos são ministrados sem a presença do professor facilitador ao aluno para desenvolver alternativas de melhoria da qualidade da assistência.

É urgente garantir a segurança do paciente, especialmente com relação ao uso de medicamentos intravenosos. Do contrário, há graves riscos à saúde do paciente.

Haverá aumento de processos éticos e o egresso desses cursos será vítima de um processo falho, tanto quanto o paciente.

A falta de controle pelo Ministério da Educação dos polos de apoio presenciais (Portaria Normativa Nº 11/2017) agrava o problema.

Instituições que selecionam profissionais despreparados estão colocando em risco a saúde de milhões de pessoas em todo o país.

Profissionais de Enfermagem que se formam em cursos a distância chegam ao mercado de trabalho sem o preparo necessário para manusear instrumentos e realizar os diversos e complexos procedimentos que a profissão exige.

Os cursos EaD de graduação e formação técnica em enfermagem podem parecer, em um primeiro momento, mais acessíveis aos estudantes. No entanto, podem trazer sérios problemas para essas pessoas que buscam aprimorar seus estudos e ter uma profissão, podendo encontrar dificuldades de se alocar no mercado de trabalho.

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