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Mulheres buscam outra forma de consumir sexo

AudioPorn é o som de pessoas fazendo sexo ou se masturbando.

Por G1

07/09/2018 às 12h02

O AudioPorn, ou áudios eróticos, são alternativa à pornografia "tradicional" para muitas mulheres

Consumir conteúdo erótico é algo absolutamente natural. Entretanto, a indústria pornográfica, à qual a maioria das pessoas tem como fonte única desse tipo de conteúdo, objetifica o corpo das mulheres e vende uma ideia de sexo que não corresponde à realidade – o que é muito prejudicial para homens e mulheres. Sabendo disso, existe quem busque materiais mais éticos e até realistas para se excitar e se satisfazer. É aí que entram os áudios eróticos.

Os áudios eróticos , ou AudioPorn, são gravações de pessoas – homens, mulheres, casais hétero ou homossexuais – transando ou se masturbando. Nos áudios se ouve os sons dos corpos, possíveis brinquedos e os gemidos das pessoas ou pessoa envolvida.

Para muitos, não “ver nada” pode até parecer estranho, mas, para quem escuta, os áudios se tornam fontes de excitação e prazer tão intensas quanto vídeos e imagens. O psicólogo Yuri Busin, doutor em neurociência do comportamento e especializado em terapia cognitivo-comportamental, explica que são apenas diferentes formas de estímulo.

“É como música: você não necessariamente vê algo quando escuta, mas sente e imagina. O áudio é só uma outra forma de se estimular, mas a pessoa vai interpretar aquilo que está escutando de outra forma, ter um prazer diferente do que teria se visse uma cena ou algo do tipo. Aliás, pode até achar mais prazeroso do que ver pornografia . Tem gente que nem vê sentido no pornô”, afirma ele, que também tem um blog onde fala sobre diversos temas, inclusive relacionamentos.

Entretanto, é fato que nem todos sentirão prazer apenas por consumir áudios eróticos, mas isso não significa necessariamente que elas não veem graça nesse tipo de coisa. O desinteresse pode ter a ver com a forma como as pessoas foram condicionadas a consumir conteúdo erótico – apenas por meio da pornografia “tradicional”.

“A excitação sexual ainda está muito ligada ao visual, então muitas vezes a pessoa pode não achar interessante o auditivo logo de cara, mas, aos poucos, ela pode, sim, ir desconstruindo essa noção de que só a imagem gera prazer e, assim, ir encontrando novas formas de se excitar. Uma pessoa pode super modificar a forma dela de consumir conteúdo erótico”, ressalta Yuri.

No entanto, apesar de muitas mulheres considerarem esta uma forma “mais saudável” de encontrar prazer e mais ética por não fortalecer a indústria pornográfica, o psicólogo ressalta que os áudios eróticos têm o mesmo poder viciante que a pornografia tradicional.

“Primeiro que a gente não fala em formas ‘mais saudáveis’, porque conteúdo erótico é uma coisa natural e vai do prazer de cada um. Além disso, os áudios também podem viciar. Tudo que mexe com o prazer de alguém tem poder viciante, porque a pessoa vai querer cada vez mais aquilo que gera o prazer, sentir cada vez mais – tanto em frequência, quanto em intensidade – aquela sensação de bem-estar”, diz.

Os áudios eróticos são facilmente encontrados pela internet, principalmente em blogs da plataforma Tumblr. Há páginas como o Sounds of Pleasure (sons de prazer, em tradução literal) e o Moaning Men (homens gemendo, em tradução literal), que reúnem compilados de áudios enviados por seguidores dos blogs e publicados com o consentimento dessas pessoas.

Em outros blogs, como o Kruzay Needs, a própria dona da página posta áudios seus contando e “reencenando” experiências sexuais suas. Já no Orgasmic Tips for Girls (dicas ‘orgásmicas’ para garotas, em tradução literal), além de disponibilizar áudios, há dicas e conselhos sobre masturbação, sexo e brinquedos eróticos para mulheres – tudo em inglês.

Ainda existem outras iniciativas como a Sexblotch, do grupo Blotch Project, que combina áudio e imagem, mas sem utilizar vídeos pornográficos. Neste caso, os criadores unem os áudios de casais transando ou pessoas se masturbando com músicas no fundo, enquanto, na tela, aparecem tintas, água, espuma e outros materiais líquidos se misturando em imagens hipnotizantes para uma experiência mais sensorial.

O lema dos criadores é “No flesh, only spirit” (Nada de pele, apenas espírito, em tradução livre). Neste caso, entretanto, a série de vídeos do projeto é paga, tendo-se acesso gratuitamente apenas a um “teaser”.

Evidentemente, já existem muitas mulheres que têm o hábito de ouvir AudioPorn e que adoram esse tipo de conteúdo. “Mudou a minha vida começar a ouvir dirty talk [falar sacanagens, em tradução livre] ou só sons, gemidos…Encontrei esse material no Tumblr e um blog foi levando ao outro”, conta uma usuária anônima pelas redes sociais.

Já outra falou sobre como esses conteúdos estão ajudando-a a superar seu vício por pornografia. “É difícil sair do consumo tradicional de pornô, principalmente porque não sabemos que existem outras formas de consumir conteúdo erótico, não estamos acostumadas a isso. Então no começo é difícil mesmo, principalmente quando a gente gosta do pornô, mas quer largar porque sabe que tem uma série de problemas. Demora um pouco até encontrar o ritmo, o tempo, o que excita mais, como atingir o orgasmo só com isso, mas é um exercício constante. Com o tempo a gente vai recorrendo menos à pornografia. Infelizmente ainda não me livrei totalmente disso, mas assisto muito menos ouvindo mais áudios e histórias sexuais, e espero um dia conseguir abandonar totalmente”, disse.

Vale ressaltar que o vício ou compulsão por pornografia é um problema sério, pois pode prejudicar a rotina e relações de quem sofre com o problema. Homens, por exemplo, podem ter disfunção erétil e mulheres podem ficar com a libido prejudicada, justamente por apenas encontrar estímulo apenas no pornô.

Quem se vicia acaba se vendo forçado a procurar vídeos cada vez mais exagerados para sentir excitação e vai passando mais e mais tempo com isso, abandonando totalmente o contato e o sexo real – tanto por incapacidade física, decorrente do vício, quanto por passar a achar o sexo “verdadeiro” desinteressante – o que leva a frustração e reclusão. O vício, contudo, pode ser combatido e superado com ajuda profissional.

Fonte: https://delas.ig.com.br/amoresexo/2018-09-06/audios-eroticos-pornografia.html

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