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Usain Bolt derrota rivais novamente e é tricampeão olímpico nos 200m rasos

Jamaicano agora soma oito ouros nas história da Olimpíada

Por Campelo - Diário do Sertão em Sousa

19/08/2016 às 07h59

Usain Bolt (Foto: Júlio César Guimarães / Uol / NOPP)

Usain Bolt teve, ontem, no Engenhão, a sua apoteose. O Raio brilhou, eletrizou a torcida e confirmou que, mais do que humano, é uma força da natureza. Ele conquistou o tricampeonato olímpico dos 200m rasos, sua prova favorita. Agora, para encerrar a sua trajetória em Jogos, buscará, hoje, às 22h35, no mesmo estádio, o ouro no revezamento 4 x 100.

Não teve quebra de recorde. Bolt, no entanto, igualou a sua melhor marca no ano, de 19s78. A prata ficou com o canadense Andre de Grasse. O francês Christophe Lemaitre conquistou o bronze.

O público não estava lá para torcer por Bolt. Não era necessário. Os torcedores pagaram ingresso para assistir ao show do jamaicano. E tiveram aquilo que esperavam. Ao cruzar a linha de chegada, o homem mais rápido do mundo escreveu mais uma página de uma história que se aproxima do fim.

Depois de garantir a vitória, Bolt bateu no peito, tirou uma onda, e se pôs de joelhos, diante de uma plateia que, de pé, o aplaudia extasiada. Após alguns segundos, beijou o chão, levantou para pegar a bandeira da Jamaica e iniciou a volta olímpica.
Nessa hora, Bolt não quis saber de correr. Caminhou lentamente por toda a pista. Se pudesse, teria cumprimentado cada pessoa presente ao estádio. De certa forma, ele o fez.

Por onde passava, era reverenciado com gritos e palmas. Ele respondia: levava a mão direita ao coração e dava pulos de alegria. E quando seu nome era gritado, pedia que a galera aumentasse o volume. Para completar o pacote, encerrou a festa com seu tradicional gesto do raio.

Nos 400m com barreiras masculino, o pódio teve o americano Kerron Clement em primeiro, o queniano Boniface Mucheru Tumuti em segundo e o turco Yasmani Copello em terceiro. No feminino, Dalilah Muhamma, dos Estados Unidos, ficou com o ouro; Sara Slott Petersen, da Dinamarca, levou a prata; e Ashley Spencer garantiu o bronze.

O Dia

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