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Douglas Santos briga pelo ouro que escapou de Mazinho, Zé Marco e Hulk

Lateral da Seleção Brasileira pode se tornar o maior atleta olímpico da Paraíba, superando as pratas conseguidas em 1988, 2000 e 2014.

Por Luzia de Sousa

20/08/2016 às 17h27

Douglas Santos em ação contra Honduras: lateral pode se tornar o primeiro paraibano campeão olímpico (Foto: Reuters)

Talvez Douglas Santos nem pense nisso. Mas quando entrar em campo neste sábado, no Maracanã, não estará apenas brigando pelo ouro inédito para o futebol brasileiro. Ele pode se tornar também o maior atleta olímpico da história do esporte paraibano, superando as pratas conquistadas por Mazinho (Seul, 1988), Zé Marco (Sysney, 2000) e Hulk (Londres, 2012).

Titular absoluto do time de Rogério Micale, Douglas Santos começou a Olimpíada do Rio de forma tímida. Foi substituído nos dois primeiros jogos, contra África do Sul e Iraque, e temeu perder um lugar no time. No entanto, deu a volta por cima contra a Dinamarca e, de lá para cá, não deixou de ser uma das principais opções ofensivas da Seleção Brasileira.

– Todo jogador sonha com um momento como esse, de disputar uma final olímpica. É uma conquista importante não só para nós, mas para todo o Brasil. Então é mentalizar em fazer um grande jogo e sair com essa vitória – disse o paraibano, lateral do Atlético Mineiro, em entrevista ao repórter Lucas Barros, da TV Cabo Branco.

Brasil e Alemanha decidem a medalha de ouro neste sábado, a partir das 17 horas, no Maracanã. Abaixo, as três medalhas já conquistadas por atletas paraibanos em Olimpíadas:

A PRATA DE 1988
A Paraíba persegue um ouro olímpico desde Seul 1988. Naquela oportunidade, o também lateral Mazinho fazia parte da Seleção Brasileira, que tinha, entre outros, o goleiro Taffarel, o lateral Jorginho, e os atacantes Bebeto e Romário, todos que viriam a ser seus companheiros na conquista do tetracampeonato mundial de 2014.

A prata naquele ano foi um castigo para a Seleção Brasileira, que fez uma campanha irretocável até a final contra a União Soviética Na primeira fase, passou por Nigéria (4 a 0), Austrália (3 a 0) e Iugoslávia (2 a 1). No mata-mata, passou por Argentina (1 a 0) e Alemanha (1 a 1, com 3 a 2 nos pênaltis). Só perdeu a final para os soviéticos por 2 a 1. Romário terminou como artilheiro da Olimpíada, com 8 gols.

A PRATA DE 2000
Zé Marco chegou à Olimpíada de Sydney, em 2000, como um dos favoritos ao ouro no vôlei de praia. Jogando ao lado de Ricardo, era a dupla número 2 do Brasil, atrás somente de Emanuel/Loiola. Sem tanta pressão, teve uma estreia tranquila contra Bjorn Berg e Simon Dahl, da Suécia, vencendo por 15 a 5 – na época, o vôlei de praia era disputado em apenas um set.
Com isso, Zé Marco e Ricardo avançaram direto para as oitavas de final. Com mais dificuldade, superaram Oliver Stamm e Nikolas Berger, da Áustria, por 16 a 14. Com a eliminação de Emanuel/Loiola nessa fase, a dupla do paraibano passou a carregar toda a esperança de medalha do Brasil no vôlei de praia em Sydney. Zé Marco e Ricardo chegaram à decisão com vitórias sobre John Child e Mark Heese, do Canadá (15 a 13); e depois sobre Jörg Ahmann e Axel Hager, da Alemanha (15 a 5).
A decisão, a única partida em dois sets, foi contra os americanos Dain Blanton e Eric Fonoimoana. Mesmo com todo favoritismo, o paraibano e o baiano acabaram derrotados por 2 a 0, com parciais de 12 a 11 e 12 a 9. Era a segunda chance de ouro desperdiçada pelo esporte paraibano.
zé marco, vôlei de praia, tocha olímpica (Foto: Edgley Lemos / GloboEsporte.com/pb)
Herói olímpico, Zé Marco conduziu a tocha este ano em João Pessoa (Foto: Edgley Lemos / GloboEsporte.com/pb)

A PRATA DE 2012
Em Londres 2012, mais uma chance de ouro desperdiçada no futebol. Desta vez, o paraibano que estava em ação era Hulk, então uma das apostas de Mano Menezes de jogadores acima de 23 anos. O Brasil passou sem sustos pela primeira fase, com vitórias sobre Egito (3 a 2), Belarus (3 a 1) e Nova Zelândia (3 a 0). No mata-mata, despachou Honduras (3 a 2) e Coréia do Sul (3 a 0).

A decisão foi contra o México. E o sonho do ouro acabou com dois gols de Peralta. Nos acréscimos, Hulk ainda chegou a marcar – o único gol dele na Olimpíada – o que não foi suficiente para tirar a vitória mexicana. O placar de 2 a 1 terminou com mais uma frustração olímpica para o esporte paraibano.

Globo Esporte PB

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