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Juíza afasta da Junta da FPF os dois interventores candidatos em pleito

Por participarem ativamente das eleições internas da entidade, João Máximo e Ariano Wanderley foram substituídos pelos juristas Nadir Valendo e Eugênio Nóbrega

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04/12/2014 às 11h40

Juíza Renata da Câmara Pires Belmont, da 8ª Vara Cível de João Pessoa (Foto: Divulgação)

A juíza Renata da Câmara, da 8ª Vara Cível de João Pessoa, decidiu na tarde desta quarta-feira destituir da Junta Administrativa da Federação Paraibana de Futebol dois de seus integrantes: Ariano Wanderley e João Máximo. E a justificativa é simples: como ambos participam ativamente das eleições internas para a entidade máxima do futebol estadual, eles não poderiam permanecer na Junta, que entre outras atribuições funciona como uma espécie de "comissão eleitoral" do processo.

Os dois substitutos já foram definidos pela Justiça, ambos juristas: o advogado Nadir Valendo, que atualmente estava responsável pelo departamento jurídico da FPF; e Eugênio Nóbrega, que é consultor jurídico do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

A decisão tem efeito imediato e eles se juntam a Eduardo Faustino, único integrante da Junta Administrativa que não é candidato no pleito da Federação. Os três, portanto, ficarão responsáveis agora para definir as questões administrativas e "jurídicas" que cercam o pleito.

A mudança da juíza, inclusive, contou com a concordância dos interventores afastados, que aprovaram a medida. Ariano Wanderley, por exemplo, diz que eles mesmos solicitaram à juíza para deixar o processo eleitoral.

– Com tantos pedidos de impugnação de ambos os lados, ficava muito estranho tudo isto. Enfim, não poderíamos julgar pedidos de impugnações contra nós mesmo – explicou o ex-interventor, que é candidato a vice-presidente da Federação na chapa "Mudança e Trabalho", que tem como candidato a presidente Coriolano Coutinho, o irmão do governador Ricardo Coutinho.

Ariano disse ainda que a decisão de pedir o afastamento das decisões do processo eleitoral foi tomada em conjunto por ele e João Máximo. Mas que a princípio, a ideia era apenas que a juíza indicasse dois nomes para a comissão eleitoral do pleito. Renata, contudo, preferiu mudar logo a estrutura da Junta até o final do mandato (que acaba em 31 de dezembro), alegando que o estatuto interno da FPF não prevê a formação de uma comissão eleitoral para as eleições. Ainda assim, o ex-interventor acredita que a decisão foi acertada.

– Foi salutar para todo o processo. Foi melhor para a gente, que não ficamos expostos. Foi melhor para a Justiça. E para a confiabilidade do processo eleitoral. A partir de agora, não participamos mais das decisões referentes ao pleito em curso – comentou Ariano.

A reportagem tentou falar com João Máximo, o outro interventor afastado, mas ele não atendeu às ligações. João Máximo é candidato a presidente na chapa "Federação para Todos", que tem como candidato a vice-presidente Olavo Rodrigues, ex-presidente do Treze.

É importante registrar que além das duas chapas que possuem interventores, uma terceira está inscrita, oficialmente apoiada pela ex-presidente Rosilene Gomes. Trata-se da "Compromisso com o Futebol", que tem como candidato a presidente o ex-vereador pessoense Amadeu Rodrigues e como vice-presidente Nosman Barreiro, que atualmente dirige o Cruzeiro de Itaporanga. 

Globoesporte

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