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Ex-atacante de times paraibanos, Missinho morre vítima de câncer

Missinho tinha 39 anos e há quatro meses se tratava de um câncer de esôfago. Atleta teve passagens por CSA, Bahia, América Mineiro, Auto Esporte, entre outros

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28/08/2014 às 07h40

Os amantes do futebol paraibano acordaram tristes nesta quarta-feira, ao receber a notícia da morte do ex-atacante Missinho, de 39 anos, em decorrência de um câncer no esôfago. O jogador começou a carreira no Nacional de Cabedelo em 1992 e teve passagens em clubes como Cruzeiro, América Mineiro, Avaí, Rio Branco de Americana-SP, Vila Nova-GO, CSA, Bahia, e foi ídolo no Botafogo-PB e no Auto Esporte. O atleta morreu nesta terça-feira, no Hospital Napoleão Laureano, e foi enterrado na manhã de hoje, no Cemitério Municipal de Cabedelo.

Além dos times da capital, Missinho teve passagens pelo Nacional de Patos e pelo Miramar de Cabedelo, onde encerrou a carreira em 2012. O clube da cidade natal do atacante participou da 2ª divisão do Campeonato Paraibano daquele ano.

O jogador descobriu que tinha câncer no esôfago há quatro meses e vinha fazendo o tratamento indicado pelos médicos. Segundo o técnico de futebol e amigo de Missinho, Maurício Cabedelo, o atacante chegou a fazer sessões de radioterapia, mas não resistiu à doença. Os dois iniciaram a amizade quando jogaram juntos no Belo e foram transferidos no mesmo ano para o Cruzeiro.

– Quando ele descobriu, o câncer já estava bem avançado. Missinho não chegou a fazer nenhuma cirurgia para a retirada do tumor. Ele fez apenas uma traqueostomia para ajudar na alimentação e na respiração. É uma perda muito grande para o futebol paraibano e ainda mais para os amigos e para a família – disse Maurício Cabedelo.

Na sua carreira, Missinho colecionou passagens marcantes pelos clubes que defendeu. No CSA, ele foi o artilheiro na campanha da Copa Conmembol de 1999, com quatro gols. A equipe de Alagoas disputou o título da competição internacional com o Talleres, da Argentina, mas perdeu por 4 a 2 e foi o vice-campeão. No Botafogo, Missinho fez parte do elenco que conquistou o título paraibano de 2003.

Maurício Cabedelo relembrou o talento do amigo e lamentou o fato de Missinho não ter tido uma repercussão maior no cenário do futebol. Para o técnico, os problemas pessoais podem ter interferido nos rumos da carreira do ex-atacante.

– Ele era um cara do bem. Era calmo e calado na maioria do tempo, mas era um supercompanheiro de time. Sem falar no profissional que ele era. Missinho era um atacante consistente e fazia a diferença nos clubes em que ele passou. Ele tinha tudo para estar entre os grandes nomes do futebol nacional, mas os problemas pessoais o afetaram demais ao longo da carreira. É muito triste perder um amigo dessa forma – contou Maurício Cabedelo.

Notas de pesar

Ao saber da notícia da morte, o Botafogo-PB e o Auto Esporte publicaram notas de pesar em seus sites oficiais. A diretoria do clube alvinegro declarou que está enlutada e relembrou os momentos do jogador no Belo. Já o Auto Esporte prestou condolências à família.

Globo Esporte

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