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Dois anos após morte de mulher a golpes de chave de fenda na Paraíba, um dos suspeitos continua foragido

Sentimento da família é de tristeza e revolta. Jobson Barbosa da Silva, condenado a 24 anos, permanece na lista de foragidos do PB1

Por G1 PB

21/10/2018 às 10h32 • atualizado em 21/10/2018 às 10h37

Vivianny Crisley estava desaparecida após festa em boate de João Pessoa – Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Vivianny Crisley ainda não tinha nem 30 anos quando foi brutalmente assassinada por golpes de chave de fenda na cabeça e, em seguida, teve o corpo queimado, em uma mata de Bayeux, na Grande João Pessoa, em 2016. Neste domingo (21), dois anos se passaram e o sentimento da família ainda é de revolta. Jobson Barbosa da Silva, um dos suspeitos de participar do crime, está foragido. Ele fugiu do presídio PB1 durante um ataque para liberar uma quadrilha de assaltos a carro forte.

A lembrança que fica na família ainda é do sorriso e da bondade de Vivianny. Mas em qualquer encontro entre os parentes, é inevitável voltar ao assunto. Mataram Vivianny e deixaram para a família as marcas do feminicídio. “Infelizmente, hoje em dia, a minha família não esquece esse fato. Vai ser uma tristeza que a gente vai carregar para o resto da vida com a gente. Vivianny não mereceu o que aconteceu com ela”, declarou Wellintânia Freitas, prima da vítima.

Vivianny Crisley estava desaparecida desde a madrugada do dia 21 de outubro, após ser vista saindo de um bar na Zona Sul de João Pessoa. A confirmação de que um corpo carbonizado, achado no dia 7 de novembro, em uma mata em Bayeux, era de Vivianny foi feita no dia 14. Dois suspeitos foram presos no Rio de Janeiro e outro na Paraíba.

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Suspeitos da morte de Vivianny chegam a João Pessoa – Foto: Reprodução/TV Cabo Branco/Arquivo

À época em que foram presos e ouvidos, um dos suspeitos confessou que Vivianny Crisley foi morta porque começou a gritar após pegar uma carona com os três homens na saída do bar, segundo versão de um dos acusados, Allex Aurélio Tomás dos Santos, o primeiro a ser preso. A vendedora de 29 anos foi morta com vários golpes de chave de fenda e teve o corpo queimado com ajuda de gasolina e um pneu, segundo perícia do Instituto de Polícia Científica (IPC).

No entanto, a família nunca encontrou fundamento para qualquer motivação. Nos dias 28 de fevereiro e 17 de maio, os réus foram condenados por matarem a jovem Vivianny Crisley. “Até hoje não sabemos o que motivou esse crime tão brutal. No julgamento dos assassinos, eles ficaram jogando a culpa um para o outro e o motivo nunca foi esclarecido. O sentimento é de muita tristeza e revolta. O que minimamente nos consolou foi os assassinos terem sido condenados”, esclareceu Wellintânia.

Júri popular de Jobson Barbosa da Silva Júnior e Fágner das Chagas Silva, acusados de matar Vivianny Crisley, aconteceu no Fórum de Santa Rita, PB — Foto: Dani Fechine/G1/Arquivo

Condenação

O réu Allex Aurélio Tomás dos Santos foi condenado a 26 anos de prisão, em regime fechado, no dia 28 de fevereiro. Jobson Barbosa da Silva Júnior e Fágner das Chagas Silva, que também iriam a júri popular no mesmo dia, tiveram o julgamento adiado porque mudaram os defensores públicos por advogados particulares. Os dois foram condenados a 24 e 22 anos de prisão, respectivamente. O crime de homicídio duplamente qualificado foi somado a sequestro e ocultação de cadáver.

O Ministério Público pediu a condenação de Allex por homicídio duplamente qualificado, sequestro, ocultação de cadáver e furto qualificado pelo concurso de pessoas. Segundo o promotor de Justiça Márcio Gondim, eles “mataram por vontade de matar” e “por motivo desproporcional, desmedido”.

Allex Aurélio Tomás dos Santos foi condenado em júri popular – Foto: Dani Fechine/G1/Arquivo

Depoimentos

Os acusados de participarem da morte da vendedora mudaram de depoimento durante o júri. Segundo Fágner e Jobson, Vivianny não gritou para ir para casa e quem matou a vendedora foi Allex Aurélio. “Essa história é totalmente fantasiosa”, disse Jobson Barbosa, o Juninho, sobre Vivianny ter gritado para voltar para casa. “Essa história é mentira”.

Os réus afirmaram, ainda, que mentiram em depoimento, confessando o crime, porque foram torturados na Central de Polícia por cerca de 15 dias e ameaçados. Disseram que fugiram para o Rio de Janeiro com medo.

Jobson Barbosa (foto) e Fágner das Chagas afirmam que Vivianny Crisley não pediu para ir para casa — Foto: Dani Fechine/G1/Arquivo

Segundo o novo depoimento dos réus, todos saíram juntos do bar à procura de outro lugar para beber, mas não encontraram nada aberto. Então foram para a casa de Jobson, sem nenhum protesto por parte da vítima. “Em momento algum ela pediu pra ficar, ir pra casa”, afirmou Fágner, conhecido como Bebé.

Os dois ainda relataram que Allex ficou com raiva de Vivianny porque ela quebrou uma garrafa de uísque que Jobson comprou antes de sair do bar. Vivianny e Allex ficaram no carro enquanto os outros dois estavam dentro da casa, dormindo.

Os dois afirmaram que Allex entrou em casa em busca de uma chave de fenda para consertar algo no carro. Nessa hora, já estava de manhã e o carro ficou aberto, possibilitando a fuga da vítima, segundo os depoimentos. Os dois só souberam o que aconteceu quando ela já estava morta. “Se ela quisesse sair, tinha saído”, garantiu Jobson.

Grupo explodiu portão principal do Presídio de Segurança Máxima, o PB1 — Foto: Walter Paparazzo/G1/Arquivo

Fuga de presídio

Os três condenados foram encaminhados, após julgamento, para a Penitenciária de Segurança Máxima Romeu Gonçalves Abrantes, o PB1. No entanto, na madrugada do dia 21 de setembro, pelo menos 92 detentos fugiram do presídio, após um ataque de pelo menos vinte homens para resgatar quatro homens que foram presos no mês de agosto em Lucena, na Região Metropolitana de João Pessoa, após um ataque a um carro-forte.

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Dentre os fugitivos estava Jobson Barbosa da Silva, um dos condenados por matar Vivianny. Na lista divulgada pela Secretaria de Administração Penitenciária do Estado da Paraíba (Seap), com os nomes e fotos dos apenados foragidos do PB1, consta o nome e a foto de Jobson, o Juninho. “A gente ainda clama por justiça para que ele possa ser preso e possa pagar sua pena na cadeia”, apela a prima de Vivianny.

Vivianny deixou uma filha pequena, hoje criada pelo pai e pelos avós. Além disso, o pai dela, segundo Wellintânia, está muito debilitado e, desde que a filha foi morta, não conseguiu recuperar a saúde. Para a família, quanto menos vasculhar o passado, mais fácil de suportar a dor.

Fonte: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2018/10/21/dois-anos-apos-o-assassinato-de-vivianny-crisley-um-dos-suspeitos-permanece-foragido-na-pb.ghtml

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