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ANA e AESA visitam Boqueirão e órgãos vão ditar novas regras de racionamento para CZ

Projetado para acumular 255 milhões de metros cúbicos de água, Boqueirão está com apenas 22,5 milhões em seu volume, cerca de 9% da sua capacidade.

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27/08/2015 às 11h00

Um grupo de engenheiros e especialistas em gestão hídrica dos principais órgãos responsáveis pelo abastecimento de água no Estado estiveram nesta quarta-feira (26) no Distrito de Boqueirão, em Cajazeiras, para constatar a real situação do Açude Engenheiro Ávidos, o Boqueirão, como é mais conhecido, que vive uma das situações mais críticas dos últimos anos devido à longa seca na região.

Leia também: Quase seco, açude de Cajazeiras é esquecido; Vereador denuncia que R$ 24 milhões para recuperação ‘sumiu’; População culpa DNOCS

Com apenas 4,5 milhões de metros cúbicos, açude abastecerá duas cidades; CZ fica fora

Acompanhados pelo vereador Alysson Lira (Neguim do Mondrian – PDT), os membros da ANA – Agência Nacional das Águas; da AESA – Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba; do DNOCS – Departamento Nacional de Obras Contra as Secas; e da CAGEPA – Companhia de Água e Esgotos da Paraíba, vistoriaram a infraestrutura do reservatório e o volume de água para decidirem, numa reunião que acontece na cidade de Sousa, que medidas tomar a partir de agora para garantir por mais tempo o abastecimento das cidades da região e evitar maiores racionamentos.


Projetado para acumular 255 milhões de metros cúbicos de água, Boqueirão está com apenas 22,5 milhões em seu volume, cerca de 9% da sua capacidade.


Após a visita dos órgãos federais e estaduais, o vereador Alysson Lira espera que o manancial receba atenção redobrada das autoridades e medidas objetivas sejam tomadas. “Espero que a partir de agora tenhamos um cuidado maior com o nosso boqueirão e vamos acompanhar para ver qual será a decisão sobre o consumo dessa água, pois, a realidade é triste”, disse.


O gerente regional da Cagepa, Cleudismar Alexandre disse que, a partir dessa quinta-feira (27) será redigido um documento com novas regras. “Vamos saber como iremos nos comportar a partir dessa reunião”, disse.


O especialista em recursos hídricos da ANA, Wilde Cardoso, prevê que a estiagem ainda se prolongue até fevereiro de 2016, por isso o consumo da água em Boqueirão deve ser restrito e consciente. “Se não tomarmos uma decisão hoje a população poderá sofrer mais consequências. Temos que nos preparar para o período de estiagem”, disse.

DIÁRIO DO SERTÃO 

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