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Tradição: Pelo menos 20 ferreiros insistem no ofício e resistem à modernidade em CZ

Os produtos são fabricados de forma artesanal, utilizando o ferro de molas de caminhão, fole para soprar as brasas e a lenha utilizada é a jurema.

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26/04/2015 às 12h51

Antônio Saturnino é ferreiro em Cajazeiras

Pelo menos vinte ferreiros resistem ao tempo, a industrialização e a modernidade e continuam trabalhando em Cajazeiras, produzindo ferramentas principalmente voltadas para o trabalhador rural, de forma artesanal.

O ofício vem passando de pai pra filho, ao longo do tempo, na terra do Padre Rolim.

O maior número deles está concentrado na Rua do Emboque e na Rafael Holanda, onde são procurados por clientes interessados em determinadas ferramentas. Além disto, eles também produzem para estabelecimentos comerciais de Cajazeiras, como os chamados “bagaceiras” que, revendem os produtos, além de expor na feira livre da cidade, mais precisamente, na Rua Padre José Tomaz.

Os produtos são fabricados de forma artesanal, utilizando o ferro de molas de caminhão, fole para soprar as brasas e a lenha utilizada é a jurema.

O preço de uma roçadeira é de R$ 25,00; foice, R$ 30,00; machado, R$ 30,00; Cavador, R$ 25,00; e um armador de rede é vendido por R$ 10,00.

Os ferreiros catalogados em uma pesquisa realizada, que atuam em Cajazeiras são os seguintes: Antonio Saturnino, Chico Preto, Zé Nogueira, Vicente, Antonio Leandro, Dica da Lagoa, Raimundo de Sinhá, Leomar da Fausto Rolim, João Barbosa, da Vila Nova, Gilberto, Clóvis Pereira, dos Tercedores, Chico Cardoso,.

O ferreiro mais antigo em atividade em Cajazeiras é o senhor Wilson Ferreiro.

DIÁRIO DO SERTÃO com Jornal Gazeta do Alto Piranhas

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