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José Ronildo

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Caixa Dois de campanha

17/10/2016 às 09h51

Percebeu-se que o “caixa dois” e financiamento de campanha no último pleito eleitoral nunca foi tão forte, nem mesmo diante da decisão do Congresso Nacional que promoveu novas mudanças no processo eleitoral, como a proibição de doações de campanha por parte de empresários, com o objetivo de acabar com a relação perniciosa entre o público e o privado, sem se falar na onda de violência que tomou conta do embate eleitoral, numa disputa clara pelo Poder.

O que vinha acontecendo era que os empresários “doavam” muito dinheiro para as campanhas eleitorais e depois, lógico, queriam os contratos, por meio de licitações fraudulentas. Isso vem de longe. Dizem por exemplo, que a morte do ex-prefeito do PT, Celso Daniel teve relação com esses “negócios” entre o público e o privado. As operações “Lava Jato” e “Andaime” também serviram para mostrar justamente isso. Em alguns casos, os próprios empresários resolveram disputar as Prefeituras Municipais.

A verdade é que nada disso impediu o “caixa dois de campanha” e o financiamento por parte dos empresários de todos os ramos de atividade. A verdade é que o poder econômico e a compra de votos nunca funcionaram com tanta força em uma campanha eleitoral. Em alguns municípios, dizem, teve até dinheiro do tráfico de drogas; em algumas regiões do País, os candidatos para entrar e pedir votos precisavam da autorização dos traficantes. Na reta final de campanha em vários municípios a compra de votos foi intensa; dizem que compravam votos que ia de R$ 150 até R$ 300 e até mais. Um vereador da região me disse que tinha candidato comprando voto a Mil Reais.

Apesar da campanha patrocinada pela própria justiça eleitoral no sentido de conscientizar a população para os malefícios que representava a venda do voto, não teve jeito; um padre em Cajazeiras chegou a denunciar no seu sermão que lamentavelmente os eleitores continuavam trocando o voto por um par de sandálias; só que agora não é mais por uma dentadura; um papel de água; um par de sandálias; um saco de cimento. É por muito mais; é dinheiro vivo. Segundo reportagem do fantástico da Rede Globo, candidatos estavam furando a fila do SUS, em troca de votos. Muitos eleitores afirmam que não votam de graça em ninguém.

A verdade é que o processo eleitoral continua totalmente desvirtuado. Em Cajazeiras, as pessoas puderam observar os carros indo e vindo; clínicas médicas e oftalmológicas cheias de gente trazida pelos candidatos.

Os comentários também dão conta de que empresários investiram com força nas campanhas eleitorais na região. Tem candidato que chega a pedir dinheiro emprestado a agiotas. As prefeituras se transformaram na “galinha dos ovos de ouro” , um balcão de negócios e nota-se uma disputa entre empresários. Um grupo apóia um candidato, enquanto outro grupo aposta em outra candidatura.

Carlos Antonio

Pelo visto o ex-prefeito Carlos Antonio não se abalou com a derrota nas urnas. Ele logo após o pleito eleitoral já começou as articulações para eleição da mesa diretora da Câmara Municipal e disse que respeitava a decisão da maioria do eleitorado que preferiu não votar em uma prefeita que vem gerenciado a administração municipal com responsabilidade; mantendo as finanças públicas equilibras e fazendo obras em todos os recantos do município, além de ser aliada do governador, para votar em um candidato que não apresentou uma única obra na cidade e é adversário do governador.

Vitória

O governador Ricardo Coutinho cuidou logo após o resultado das eleições de reunir os prefeitos eleitos pelo PSB e anunciar aos quatro cantos que o partido saiu-se fortalecido, numa tentativa de minimizar os efeitos negativos da derrota nos principais colégios eleitorais, como João Pessoa, Campina Grande, Guarabira, Patos e Cajazeiras. Ele mandou um recado para os adversários quando disse que esses resultados não o abalaram em nada.

José Ronildo

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Contato: altopiranhas@uol.com.br

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Contato: altopiranhas@uol.com.br